quinta-feira, 29 de maio de 2008

ATIVIDADE POEMA E PREPOSIÇÃO

Língua Portuguesa e Produção Textual

* Leia o poema e responda as questões de 1ª a 4ª.
1- Crie versos para completar as estrofes do poema de Vinicius de Moraes, tentando, rimar a última palavra do segundo verso com a última palavra do primeiro

De tudo, ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
____________________________________
Que mesmo em face do maior encanto
____________________________________
Quero vivê-lo em cada vão momento
____________________________________
E rir meu riso e derramar meu pranto
____________________________________
E assim quando mais tarde me procure
____________________________________
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
____________________________________
Mas que seja infinito enquanto dure
(Vinicius de Moraes)

2 – Quantas estrofes e versos há no poema?


3 – Identifique no texto as palavras que rimam com:
a) atento ____________________________________________________________
b) canto _____________________________________________________________
c) procure____________________________________________________________
d) ama _____________________________________________________________

4- Marque a opção correta. O poema é um:
a) limeriques
b) quadrinhas
c) soneto
d) paródia

5- Quais são as características de um poema?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

*Leia o texto e responda a 1ª e 2ª questão.

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Vocabulário:
Hesitar: estar indeciso
Galante: elegante
Intróito: começo
Pentateuco – os cinco primeiros livros da Bíblia

6- Retire do texto todas as preposições e contrações.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7- “... levaram a adotar...”
“... a sua morte...”
As três ocorrências de a são respectivamente.
a) preposição e artigo
b) preposição e preposição
c) artigo e preposição
d) artigo e artigo

8- Indique a oração que apresenta locução prepositiva.
a) Havia objetos valiosos sobre a pequena mesa de mármore.
b) Sentou-se ao lado de sua amiga
c) Marcelo estudou na Europa por dois anos
d) Após tantos exames, passou na lanchonete.

9- As preposições podem apresentar entre outros, os seguintes valores semânticos.
Direção – tempo – associação – lugar – origem – posse – meio – finalidade
Quais desses valores as preposições destacadas apresentam?
a) “Respeito ao planeta” ____________________________________________________________________________
b) “As tardes de domingo” __________________________________________________________________________
c) “Compromisso com um futuro melhor” _____________________________________________________________
d) “Vamos à casa dos meus pais” ____________________________________________________________________

10- “Vou com você ao cinema para assistir ao filme”. As preposições em destaque são respectivamente.
a) companhia, destino e finalidade
b) finalidade, companhia e lugar
c) destino, tempo e finalidade
d) companhia, lugar e causa


Bom trabalho!

Respostas
1ª É só rimar as palavras:
atento, encanto, momento, pranto, procure, ama, tive
com outras palavras!
2ª 4 estrofes e 14 versos
3ª atento - pensamento, momento, contentamento
canto- tanto, encanto, pranto
procure - dure
ama - chama
4ª soneto
5º versos e estrofes
ritmo
rimas no final dos versos
imagens associadas aos sentidos
6ª contração - pelo, no
preposição - em, a, para, entre
7ª letra a (preposição e artigo)
8ª letra b - (sentou-se ao lado de sua amiga)
9ª a) direção
b) tempo
c) associação
d) lugar
10ª companhia, destino e finalidade

Fácil, fácil

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O que é um soneto?

É um poema que se estrutura formalmente em duas estrofes de quatro versos cada, os quartetos ou quadras, e duas estrofes de três versos cada, os tercetos - tendo, no todo, 14 versos.
Foi criado por Petrarca, escritor italiano. É importante notar que a forma de soneto "dois quartetos e dois tercetos", a mais consagrada na língua portuguesa, não é a única, havendo também sonetos de diversas divisões de estrofes, mas sempre com um total de 14 versos. Assim, existe o soneto inglês - usado por Shakespeare - e o soneto francês.
Os sonetos são poemas métricos cuja elaboração exige que todos os versos tenham o mesmo número de sílabas poéticas e um padrão definido de rimas. As métricas mais conhecidas e apreciadas são o decassílabo (10 sílabas poéticas) e o alexandrino ou dodecassílabo (12 sílabas poéticas), mas podem ser sonetos se contarem com mais ou menos sílabas.
Quanto à rima, é clássica a estrutura ABBA nas quadras, podendo os tercetos admitir variações de rimas emparelhadas, cruzadas e interpoladas.
O soneto possui uma estrutura lógica com uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, constituída pelo último terceto; esta última tomou o nome de "chave-de-ouro", porque se constitui como decodificadora do significado global do poema.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sociedade dos poetas mortos


Cinema é muito mais do que pipoca!

Sociedade dos poetas mortos!

Sinopse

Um carismático professor de literatura chega à um conservador colégio, onde revoluciona os métodos de ensino ao propor que seus alunos aprendam a pensar por si mesmos.
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".Dirigido por Peter Weir (O Show de Truman) e com Robin Williams e Ethan Hawke no elenco. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original.

Comentário
O professor John Keating entra na sala de aula assobiando, é o primeiro dia do ano letivo, passa pelos alunos e desperta olhares curiosos, encaminha-se para uma outra porta, de saída para o corredor, todos seus pupilos ainda estão de sobreaviso, curiosos e sem saber o que fazer. Keating olha para eles e faz um sinal, pedindo que os estudantes o acompanhem. Todos chegam a uma sala de troféus da escola, onde ao fundo podem ser vistas fotos de alunos, remontando ao início do século, fazendo-nos voltar ao começo das atividades da escola. Pede-se silêncio e, que a atenção de todos volte-se para os rostos de todos aqueles garotos que freqüentaram aquela tradicional instituição de ensino em outros tempos.
O que aconteceu com eles? Para onde foram? O que fizeram de suas vidas? Suas vidas valeram à pena? Perguntas como essas são lançadas aos alunos. Muito ainda sem saber o que estariam fazendo ali, afinal, não era para estarmos estudando literatura inglesa e norte-americana?
Desconforto e desconserto. O personagem do professor Keating, vivido pelo eclético e versátil (além de extremamente talentoso) Robin Williams, conseguiu o que queria. Deixou seus alunos em dúvida. Iniciou seu relacionamento com eles tentando demovê-los de sua passividade, provocando-os a uma reflexão sobre a vida. Afinal, será que estamos fazendo valer nossa existência? "Carpe Diem", ou seja, aproveitem suas vidas, passou a ser como uma regra de ouro a partir de então para alguns de seus alunos, afinal, vejam o exemplo daqueles que já estiveram por aqui (retratados nessas fotografias esmaecidas, amareladas) e pensem se vocês querem que o tempo passe e vocês venham a se tornar "comida de vermes" em seus caixões sem que nada do que tenham feito por aqui tenha repercutido (como, acreditem, muitos desses jovens das fotografias o fizeram, deixando passar a vida sem perceber a riqueza contida na mesma).
Para fazer com que suas existências tenham valor vocês devem viver com intensidade cada dia que lhes é dado, cada momento que lhes é concedido, cada experiência a qual tem acesso, diz com sabedoria inconteste o ilustre mestre Keating. Por isso, repete, "Carpe Diem".
O filme "Sociedade dos Poetas Mortos" mostra claramente o papel de aparelho ideológico que a escola assume.Naquela escola considerada o “padrão” da época, ordem, disciplina, eram usados no sentido de coibi a expressão e a valorização do pensamento livre. O diretor no início do filme deixa claro para os novos alunos que eles estão tendo uma oportunidade ímpar, pois estudar naquela instituição era privilégio de poucos. Segurando a vela o diretor diz aos alunos: “esta é a luz do saber”, como se até aquele momento eles nada soubessem.

O tipo de escola mostrada no filme era a de uma instituição tradicional, com metodologia tradicional arcaica, esfacela, com professores tradicionais, desatualizados, incompreensíveis, acomodados, enfim, tartarugas. Mas como toda regra tem uma exceção, chega à escola o professor Keating¸ que usando de criatividade determinação, competência, honestidade e valorização das experiências anteriores à escola, começa a instigar os alunos da escola para que percebam – ser sujeitos de sua aprendizagem e não apenas objeto.

A metodologia utilizada por Keating foi muito questionada pelos outros professores. Após Keating haver terminado a sua aula na pátio da escola, um dos professores o elogiou dizendo que a aula havia sido muito boa, no entanto, ele teria problemas mais a frente, uma vez que estava ensinando aos alunos coisas que poderia fazer com eles se revoltassem contra o próprio professor. Mas mostrando serenidade, humilde e sabendo de suas limitações, Keating responde que não deseja formar artistas, mas livres pensadores. A metodologia adotada pelo professor Keating desagradava profundamente à direção da escola que buscava uma forma para punir o professor inovador. O que chama muito a atenção é que mesmo existindo tantas formas de linguagem, tantos signos e código lingüísticos, é na arte que ele busca a sua inspiração para lecionar e refletir sobre o mundo. Os diversos poemas apresentados e as várias formas de interpretação que Keating os dava, fazia com que os textos tivessem vida o que facilitava o processo ensino-aprendizagem. Tal metodologia fazia das aulas dinâmica, participativa.
O filme é recheado de sensibilidade. Vemos claramente no filme a luta de Neil que deseja ser ator e foi tolhido pela família o que o faz tirar a própria vida, pois, até aquele momento, segundo o que deixará escrito: “não havia aprendido a viver”. Percebemos na atitude de Neil como os nossos alunos e nós mesmos nos sentimos quando somos privados de fazermos aquilo que realmente gostamos de fazer. Muitas vezes, diferente de Neil, não tomamos uma decisão trágica de forma imediata, mas, passamos a vida toda tentando compensar as nossas angústias e decepções. Vimos também no filme a importância da arte na vida das pessoas. Através dela Keating, consegui despertar a sensibilidade que repousava dentro de cada um. Fez – os perceber que não somos apenas razão, mas também sentimentos e que a vida precisa ser vivida intensamente, aproveitando um dia de cada vez (Carpem Diem). Através da arte, Keating os fez expressar – ri, porque o riso faz bem a saúde e a própria vida. Os fez perceber que todos nós somos capazes de dá grandes contribuições para a humanidade, pois cada um de nós é importante. Os alunos de Keating ao tomarem conhecimento da história e dos mistérios que envolviam a Sociedade dos poetas mortos, desejaram conhecer um pouco mais sobre o assunto. Aprenderam vivendo profundamente “a essência da vida” que palavras e idéia podem mudar o mundo. E é exatamente o que nós esquecemos muitas vezes. Que as nossas palavras têm poder e que podem mudar o mundo para melhor ou para pior.O filme é uma grande reflexão sobre a nossa prática pedagógica e sobre o tipo de escola que queremos e o mais importante, sobre que tipo de cidadão queremos ajudar a formar: um cidadão alienado ou um ser humano participativo, dinâmico que consegue não apenas se perceber no mundo para interagir criticamente com ele. Um ser humano que vê seus sonhos serem tolhidos ou alguém que nos agradecerá a vida toda pelas grandes contribuições dadas?
Premiações:
- Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, além de ter recebido outras 3 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Robin Williams).- Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Robin Williams) e Melhor Roteiro.- Ganhou o César de Melhor Filme
Estrangeiro.
Curiosidades: O diretor Peter Weir resolveu por rodar o filme em sua ordem cronológica para melhor capturar o desenvolvimento do relacionamento entre os jovens e o crescente respeito tido por eles junto ao Professor Keating.
Ficha TécnicaTítulo Original: Dead Poets SocietyGênero: DramaTempo de Duração: 129 minutosAno de Lançamento (EUA): 1989Estúdio: Touchstone Pictures Distribuição: Buena Vista PicturesDireção: Peter WeirRoteiro: Tom SchulmanProdução: Steven Haft, Paul Junger Witt e Tony ThomasMúsica: Maurice JarreDireção de Fotografia: John SealeDesenho de Produção: Wendy StitesDireção de Arte: Sandy VenezianoFigurino: Marilyn MatthewsEdição: William M. Anderson e Lee Smith

terça-feira, 6 de maio de 2008

"Trem de ferro"; "A arca de Noé" e "Isto ou aquilo"


Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
E vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Trem de ferro
Manuel Bandeira

Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isso maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora simVoa, fumaçaCorre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)
Oô...Foge, bichoFoge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!Oô...
(café com pão é muito bom)
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiáOô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sedeOô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de OuricuriOô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

A arca de Noé
Vinicius de Moraes

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu
Depois da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarcaNoé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terraPara plantar minhas vinhas!
"E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilhaBrilha o arco da aliança.
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigasDe fora a cabeça botam.
Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Vai! Não vai!
Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pelo
Pela terra prometida.
"Os bosques são todos meus!
"Ruge soberbo o leão"
Também sou filho de Deus!
"Um protesta; e o tigre
— "Não!"Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista
Na serra o arco-íris se esvai . . .
E . . . desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.


Amigos - Vinicius de Moraes

AMIGOS
VINICIUS DE MORES

Tenho amigos que não sabem oquanto são meus amigos.Não percebem o amor que lhesdevoto e a absolutanecessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento maisnobre do que o amor,eis que permite que o objeto delase divida em outros afetos,enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar,embora não sem dor,que tivessem morrido todos osmeus amores, mas enlouqueceriase morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebemo quanto são meus amigos e o quantominha vida depende de suas existências ….A alguns deles não procuro, basta-mesaber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguirem frente pela vida.
Mas, porque não os procuro comassiduidade, não posso lhes dizer oquanto gosto deles.Eles não iriam acreditar.Muitos deles estão lendo esta crônicae não sabem que estão incluídos nasagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sintaque os adoro, embora não declare enão os procure.E às vezes, quando os procuro,noto que eles não temnoção de como me são necessários,de como são indispensáveisao meu equilíbrio vital,porque eles fazem partedo mundo que eu, tremulamente,construí e se tornaram alicerces domeu encanto pela vida.
Se um deles morrer,eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam,eu rezo pela vida deles.E me envergonho,porque essa minha prece é,em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentossobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante delugares maravilhosos, cai-me algumalágrima por não estarem junto de mim,compartilhando daquele prazer …Se alguma coisa me consomee me envelhece é que aroda furiosa da vida não me permiteter sempre ao meu lado, morandocomigo, andando comigo,falando comigo, vivendo comigo,todos os meus amigos, e,principalmente os que só desconfiamou talvez nunca vão saberque são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

1 - Retire do texto, se houver, todas as preposições, contrações, combinações e locuções prepositivas.
ok? Não esqueçam de fazer o exercício!

Abraços, Carol!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Verso - Estrofe - Ritmo - Rima


- O poema é um texto feito em versos.

- VERSO é cada linha do poema.

- Um conjunto de versos chama-se ESTROFE.

- Uma linha em branco separa um estrofe da outra.

- Quando você canta uma melodia, certamente a canta num determinado ritmo.

- Um poema também tem RITMO, que lhe é dado pela alternância de sílabas átonas (fracas) e tônicas (fortes).

- As palavras dia e alegria possuem uma semelhaça, as terminações "ia". Por apresentarem sons semelhantes, dia e alegria rimam entre si. Essa igualdade ou semelhança de sons no final das palavras é chamado de RIMA.

- Não é obrigatório haver rimas em poemas. Quando um poema não apresenta rimas, seus versos são denominados BRANCOS ou SOLTOS.

- Além da sonoridade, um poema utiliza também outros recursos. Entre estes estão as imagens, recursos construído pelo emprego de palavras, expressões e frases em SENTIDO FIGURADO, isto é, em sentido diferente daquele do comum.

- Os poemas costumam apresentar palavras e expressões associadas aos sentidos: à visão, ao olfato, à audição, ao paladar ou ao tato.

- Um poeta tem plena liberdade no emprego da língua. Ele pode, por exemplo, segmentar as palavras, repeti-las, mudar a grafia para obter efeitos de sentido, empregar uma variedade não padrão, etc.

terça-feira, 29 de abril de 2008

OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO; RECOMEÇAR; AS QUADRAS DELE


O operário em construção
Vinicius de Moraes

O operário em construção
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo de religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia ...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção.
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
Exercer a profissão
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
"Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
-Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão, porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.



Recomeçar
Carlos Drummond de Andrade

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar". Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado. Chorou muito?
Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros. Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora. Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa? Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado,até a boca ficar amarga. Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da Faxina Mental. Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o "Amor". "Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."



As quadras dele (II)
Florbela Espanca

Digo pra mim quando ouço
O teu lindo riso franco,
"São seus lábios espalhabdo,
As folhas dun lírio branco..."
Perguntei às violetas
Se não tinham coração,
Se o tinham, porque 'scondidas
Na folhagem sempre estão?!
Responderam-me a chorar,
Com voz de quem muito amou:
Sabeis que dor os desfez,
Ou que traição os gelou?
Eu coração, inundado
Pela luz do teu olhar,
Dorme quieto como um lírio,
Banhado pelo luar.
Quando o ouvido vier
Teu amor amortalhar,
Quero a minha triste vida,
Na mesma cova, enterrar.
Eu sei que me tens amor,
Bem o leio no teu olhar,
O amor quando é sentido
Não se pode disfarçar.
Os olhos são indiscretos;
Revelam tudo que sentem,
Podem mentir os teus lábios,
Os olhos, esses, não mentem.
Bendita seja a desgraça,
Bendita a fatalidade,
Bendito sejam teus olhos
Onde anda a minha saudade.
Não há amor neste mundo
Como o que eu sinto por ti,
Que me ofertou a desgraça
No momento em que te vi.
O teu grande amor por mim,
Durou, no teu coração,
O espaço duma manhã,
Como a rosa da canção.
Quando falas, dizem todos:
Tem uma voz que é um encanto
Só falando, faz perder
Todo juízo a um santo.
Enquanto eu longe de ti
Ando, perdida de zelos,
Afogam-se outros olhares
Nas ondas dos teus cabelos.
Dizem-me que te não queira
Que tens, nos olhos, traição.
Ai, ensinem-me a maneira
De dar leis ao coração!
Tanto ódio e tanto amor
Na minha alma contenho;
Mas o ódio inda é maior
Que o doido amor que te tenho.
Odeio teu doce sorriso,
Odeio teu lindo olhar,
E ainda mais a minh'alma
Por tanto e tanto te amar!
Quando o teu olhar infindo
Pois a no meu, quase a medo,
Temo que alguém advinhe
O nosso casto segredo.
Logo minh'alma descansa;
Por saber que nunca alguém
Pode imaginar o fogo
Que o teu frio olhar contém.
Quem na vida tem amores
Não pode viver contente,
É sempre triste o olhar
Daquele que muito sente.
Adivinhar o mistério
Da tua alma quem me dera!
Tens nos olhos o outono,
Nos lábios a primavera...
Enquanto teus lábios cantam
Canções feitas de luar,
Soluça cheio de mágua
O teu misterioso olhar...
Com tanta contradição,
O que é que a tua alma sente?
És alegre como a aurora,
E triste como um poente...
Desabafa no meu peito
Essa amargura tão louca,
Que é tortura nos teus olhos
E riso na tua boca!
Os teus dente pequeninos
Na tua boca mimosa,
São pedacitos de neve
Dentro de um cálix de rosa.
O lindo azul do céu
E a amargura infinita
Casaram.
Deles nasceu
A tua boca bendita!

:) Carol




domingo, 27 de abril de 2008

Poema x Poesia













É bom ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças:
- Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem. (Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. RJ: Nova Fronteira, 1993)
- Poema: obra em verso em que há poesia.
"Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta." (LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986).
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
"Fisicamente falando, Poesia é a causa, e o poema, o efeito.
Quimicamente falando, Poesia é a fórmula, e o poema, a solução.
Mas matematicamente falando, Poesia é o problema , e o poema, a revolução.
Biologicamente falando, Poesia é o pai e a mãe, e o poema, os filhos.
Filosoficamente falando, Poesia é isso e o poema é aquilo.
Poeticamente falando, Poesia sou eu, e o meu poema é você... " (José Alessandro).
Resumindo:
POESIA: é a forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocínio. Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobretudo emoções, musicalidade, beleza, a magia, a mensagem. Uma poesia não necessariamente precisa estar escrita em forma de poema, pode ser em forma de texto, ou em outra forma quaisquer. Já o poema tem a estrutura e sempre tem que ser dessa forma!
POEMA: é a própria obra da poesia, é composição poética, arte de retratar no papel a poesia, ou seja, poema é o concreto e a poesia a inspiração. Estrutura; Palavras distribuídas em versos e estrofes.
Abraços, Carol!








sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ser líder é...

"Liderança é a Arte de Motivar e Influenciar Pessoas". O líder tem o poder de levar as pessoas a lugares que elas jamais iriam sozinhas e isso pode ser bom ou ruim, vamos ver abaixo, grandes líderes da humanidade, que com a sua motivação e influências arrastaram multidões.










Clodoaldo - 16 Bmj


Líder, quer dizer: chefe, dirigente ou guia de qualquer tipo de ação, empresa ou ideal, e é, exatamente, o que se compreende quando o termo é utilizado em algum tipo de definição necessária. Liderança, refere-se a: qualidade de líder, capacidade de liderar, chefia, direção.







Natassia - Amj

Líder - um ser humano especial, um ser capaz de levar multidões a novos rumos.
Desde Moisés, um líder sempre muda ou faz a história; uns para o bem, outros para o mal. Alguns receberam dons, outros são ungidos mas a maioria se forma. Um líder pode ser edificado, portanto, vamos projetar e gerenciar seu desenvolvimento.

Características do líder

Cabeça - Rigor intelectual, compreensão da organização e idéias que possam vencer no mercado, e ainda, Habilidade para Conceituar, Conhecimento do Negócio e uma Visão;

Coração - Compaixão, empatia e justiça acrescidas de amor e absoluta franqueza, e ainda, Sinceridade, Integridade e Piedade;

Coragem - Capacidade de fazer os apelos difíceis, assumir posições impopulares, correr riscos e ter autoconfiança para ser simples, e ainda, Realidade, Autoconhecimento, Simplicidade e Velocidade.


Vamos liderar com vontade meus queridos!
Não só pelo prêmio, mas por vontade de mudança!
Beijos para meu alunos lideres de turma: Natassia, Renan, Gabrylla, Clodoaldo, Débora e Luis.








quinta-feira, 24 de abril de 2008

Viva a poesia viva!


- A VIAGEM PELA PALAVRA

- A VIAGEM PELA LEITURA

- POESIA: DESCONSTRUÇÃO DO OLHAR


* OBJETIVO: Montagem de uma mostra de poesias, com exposição de livros, varal e declamações de poemas.

* TURMAS: 16AMJ, 16BMJ E 16 CMJ.


# FAZER INDIVIDUALMENTE

- Meus poemas.

---Reunir todos os poemas produzidos no bimestre e montar com eles um livro, seguindo as orientações do boxe abaixo:


1. Passe para folhas de papel sulfite ou de papel almaço os poemas que você produziu. Faça isso com muito capricho, lembrando-se de colocar os títulos dos poemas e ilustrá-los. As ilustrações podem ser produzidas com recortes de revistas, carimbos, ou com desenhos feitos com lápis de cor, guache e outros materiais.


2. Produza uma capa para o livro, que pode ser feita de papel grosso colorido ou cartolina. Dê um título para o seu livro de poemas, coloque na capa o nome do autor (no caso, o seu) e ilustre-a.


3. Grampeie as folhas junto com a capa, finalizando a montagem do livro. Ou leve o material a uma papelaria especializada para a colocação de espiral. Caso você queira ter outros exemplares do livro, mande copiá-lo em xerox.


obs: O livro será exposto no dia da apresentação do Viva a poesia viva! Depois você pode guardar o original como recordação e doar cópias à biblioteca da escola ou presentear com elas amigos, familiares ou professores.


GRUPO 1

TAREFAS: Recolher todos os livros produzidos pelos colegas de classe e junto ao grupo 2, lê-los e escolher os melhores poemas (um de cada livro), depois entregá-los para o grupo 2.

Organizar a exposição dos mesmos, no local indicado pela professora.

Ornamentar o espaço da exposição.

Orientar os demais alunos quanto aparência e organização do livro de poema.


GRUPO 2

TAREFAS: Ajudar o grupo 1 a ler todos os poemas dos livros e selecionar os melhores, para a exposição em um varal de poesias.

Depois de escolhidos os poemas, devolve-los aos seus autores para que possam copiá-los em folha de papel sulfite, com uma letra capricachada e com imagens.

Os autores deverão devolver os poemas ao grupo 2, que por sua vez, irá montar o varal de poesias ( fio e pregador).

Organizar a exposição e ornamentar o espaço.

Orientar os demais alunos quanto aparência e organização dos poemas.


obs: Grupo 1 e 2: responsáveis em divulgar apresentação de seu trabalho pela escola. (panfletos, avisos, boca - boca).


GRUPO 3

TAREFAS: Selecionar um poema ( grande) como os de: Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, etc.

Os alunos deverão memorizar os poemas e preparar a declamação.

Um bom declamador é aquele que tem um pouco de ator e de poeta, isto é, sabe não apenas falar, mas também interpretar com emoção um texto. Por isso, para declamar bem um texto é necessário compreendê-lo e admirá-lo. Quando declamamos um poema, estamos mostrando aos nossos ouvintes o modo como o compreendemos e sentimos.

Durante o ensaio, leia o poema várias vezes, seguindo estas instruções:

- se houver rimas no final ou no interior de versos, assinalem as sílabas que rimam, para interpretá-las com voz firme e forte.

- observe o ritmo do poema e identifique as sílabas que devem ser pronunciadas mais forte.

- verifique também se há nele outros recursos sonoros como repetições de palavras, de vogais e consoantes, onomatopéias, etc e tente identificar o que esses sons sugerem.

- ao ler, expresse-se com voz firme e marque com uma pequena pausa a passagem entre o fim de um verso e o início do outro.

- faça a leitura em voz alta várias vezes, até decorar o poema. Depois comece a soltar o corpo, deixando surgir alguns gestos emovimentos que reforcem ou complementem o que é declamado.

- ao declamar, preste atenção no que está dizendo. Valorize as palavras, procure ressaltar o sentido delas no texto. Não abaixe a cabeça e olhe sempre para a frente.


GRUPO 4

TAREFAS: Selecionar a interpretação através da expressão, dança corporal e cenário vivo.

Deverão montar um coreografia de acordo com o poema escolhido pelo grupo 3.


GRUPO 5

TAREFAS: Responsáveis pela parte musical ou fundo musical.

Escolher a música e ou os sons que mais se adequam ao poema selecionado pelo grupo 3.

A música para acompanhar sua apresentação pode ser gravada ou cantada pelos seus colegas de grupo.

A música tem que está em sintonia com o grupo 3 e 4.


obs: o grupo 3, 4 e 5, devem trabalhar juntos.


As apresentações serão dos dias:

16 de Junho - Turma 16BMJ

17 de Junho - Turma 16CMJ

18 de Junho - Turma 16AMJ


HORÁRIO DO INTERVALO: 9:30


obs: cada turma apresentará um poema diferente da outra.


GRUPOS AM
Poema: Bomba Atômica (Vinicius de Moraes)

1 - Ana Paula, Mayana, Victor, Renan, Jéssica Pereira e Igor.
2 - Pedro, Welligson, Marcela, Isabel, Dábora e Fernanda.
3 - Lucas, João, Gabriela, Natássia e Matheus Costa
4 - Giovanna, Gabriel Magno, Luíza, Waldemar, Matheus Lucena, Antonio, Gabriel Sodré e Mariana.
5- Luciana, Orlando, Mateus Tavares, Renato, Elvys e Levi.


GRUPOS BM
Poema: Recomeçar (Carlos Drummond de Andrade)

1- Gabryella, Thays, Amanda, William, Caio e Gabryelle.
2 - Gabriel Felipe, Guilherme, Paulo Victor (Loiro), Bianca, Jully Ellen, Kaenne e Isabela.
3 - Jéssica, Geovane, Jud'Leide, Thiago, Clodoaldo e Letícia.
4 - Luna, Mayara, Lêda, Olívia, Gabriel Castro, Emanuela e Gabriela Pantoja.
5 - Isabelle, Jefferson, Gabriel Ferreira, Flávio, Rodrigo, Isaque e Paulo Vitor.


GRUPOS CM
Poema: As quadras dele (Florbela Espanca)
1 - Luzynelma, Thuanny, Raquel, Mirian, Catarino, Camila e Ícaro.
2- Éricles, Phellipe, Mateus, Caio, Jéssica e Fernando.
3 - Sarah Sousa, Anne, Marcos, Ferdinand, Leandro e Débora.
4 - Fernanda, Waléria, Isabela, Paulla, Sarah, Marconi e Rhanna.
5 - Gabriel, Patricia, Luis, Bruna, Kallyene e Marcela.

Boa sorte e bom trabalho!