quinta-feira, 29 de maio de 2008

ATIVIDADE POEMA E PREPOSIÇÃO

Língua Portuguesa e Produção Textual

* Leia o poema e responda as questões de 1ª a 4ª.
1- Crie versos para completar as estrofes do poema de Vinicius de Moraes, tentando, rimar a última palavra do segundo verso com a última palavra do primeiro

De tudo, ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
____________________________________
Que mesmo em face do maior encanto
____________________________________
Quero vivê-lo em cada vão momento
____________________________________
E rir meu riso e derramar meu pranto
____________________________________
E assim quando mais tarde me procure
____________________________________
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
____________________________________
Mas que seja infinito enquanto dure
(Vinicius de Moraes)

2 – Quantas estrofes e versos há no poema?


3 – Identifique no texto as palavras que rimam com:
a) atento ____________________________________________________________
b) canto _____________________________________________________________
c) procure____________________________________________________________
d) ama _____________________________________________________________

4- Marque a opção correta. O poema é um:
a) limeriques
b) quadrinhas
c) soneto
d) paródia

5- Quais são as características de um poema?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

*Leia o texto e responda a 1ª e 2ª questão.

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Vocabulário:
Hesitar: estar indeciso
Galante: elegante
Intróito: começo
Pentateuco – os cinco primeiros livros da Bíblia

6- Retire do texto todas as preposições e contrações.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7- “... levaram a adotar...”
“... a sua morte...”
As três ocorrências de a são respectivamente.
a) preposição e artigo
b) preposição e preposição
c) artigo e preposição
d) artigo e artigo

8- Indique a oração que apresenta locução prepositiva.
a) Havia objetos valiosos sobre a pequena mesa de mármore.
b) Sentou-se ao lado de sua amiga
c) Marcelo estudou na Europa por dois anos
d) Após tantos exames, passou na lanchonete.

9- As preposições podem apresentar entre outros, os seguintes valores semânticos.
Direção – tempo – associação – lugar – origem – posse – meio – finalidade
Quais desses valores as preposições destacadas apresentam?
a) “Respeito ao planeta” ____________________________________________________________________________
b) “As tardes de domingo” __________________________________________________________________________
c) “Compromisso com um futuro melhor” _____________________________________________________________
d) “Vamos à casa dos meus pais” ____________________________________________________________________

10- “Vou com você ao cinema para assistir ao filme”. As preposições em destaque são respectivamente.
a) companhia, destino e finalidade
b) finalidade, companhia e lugar
c) destino, tempo e finalidade
d) companhia, lugar e causa


Bom trabalho!

Respostas
1ª É só rimar as palavras:
atento, encanto, momento, pranto, procure, ama, tive
com outras palavras!
2ª 4 estrofes e 14 versos
3ª atento - pensamento, momento, contentamento
canto- tanto, encanto, pranto
procure - dure
ama - chama
4ª soneto
5º versos e estrofes
ritmo
rimas no final dos versos
imagens associadas aos sentidos
6ª contração - pelo, no
preposição - em, a, para, entre
7ª letra a (preposição e artigo)
8ª letra b - (sentou-se ao lado de sua amiga)
9ª a) direção
b) tempo
c) associação
d) lugar
10ª companhia, destino e finalidade

Fácil, fácil

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O que é um soneto?

É um poema que se estrutura formalmente em duas estrofes de quatro versos cada, os quartetos ou quadras, e duas estrofes de três versos cada, os tercetos - tendo, no todo, 14 versos.
Foi criado por Petrarca, escritor italiano. É importante notar que a forma de soneto "dois quartetos e dois tercetos", a mais consagrada na língua portuguesa, não é a única, havendo também sonetos de diversas divisões de estrofes, mas sempre com um total de 14 versos. Assim, existe o soneto inglês - usado por Shakespeare - e o soneto francês.
Os sonetos são poemas métricos cuja elaboração exige que todos os versos tenham o mesmo número de sílabas poéticas e um padrão definido de rimas. As métricas mais conhecidas e apreciadas são o decassílabo (10 sílabas poéticas) e o alexandrino ou dodecassílabo (12 sílabas poéticas), mas podem ser sonetos se contarem com mais ou menos sílabas.
Quanto à rima, é clássica a estrutura ABBA nas quadras, podendo os tercetos admitir variações de rimas emparelhadas, cruzadas e interpoladas.
O soneto possui uma estrutura lógica com uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, constituída pelo último terceto; esta última tomou o nome de "chave-de-ouro", porque se constitui como decodificadora do significado global do poema.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sociedade dos poetas mortos


Cinema é muito mais do que pipoca!

Sociedade dos poetas mortos!

Sinopse

Um carismático professor de literatura chega à um conservador colégio, onde revoluciona os métodos de ensino ao propor que seus alunos aprendam a pensar por si mesmos.
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".Dirigido por Peter Weir (O Show de Truman) e com Robin Williams e Ethan Hawke no elenco. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original.

Comentário
O professor John Keating entra na sala de aula assobiando, é o primeiro dia do ano letivo, passa pelos alunos e desperta olhares curiosos, encaminha-se para uma outra porta, de saída para o corredor, todos seus pupilos ainda estão de sobreaviso, curiosos e sem saber o que fazer. Keating olha para eles e faz um sinal, pedindo que os estudantes o acompanhem. Todos chegam a uma sala de troféus da escola, onde ao fundo podem ser vistas fotos de alunos, remontando ao início do século, fazendo-nos voltar ao começo das atividades da escola. Pede-se silêncio e, que a atenção de todos volte-se para os rostos de todos aqueles garotos que freqüentaram aquela tradicional instituição de ensino em outros tempos.
O que aconteceu com eles? Para onde foram? O que fizeram de suas vidas? Suas vidas valeram à pena? Perguntas como essas são lançadas aos alunos. Muito ainda sem saber o que estariam fazendo ali, afinal, não era para estarmos estudando literatura inglesa e norte-americana?
Desconforto e desconserto. O personagem do professor Keating, vivido pelo eclético e versátil (além de extremamente talentoso) Robin Williams, conseguiu o que queria. Deixou seus alunos em dúvida. Iniciou seu relacionamento com eles tentando demovê-los de sua passividade, provocando-os a uma reflexão sobre a vida. Afinal, será que estamos fazendo valer nossa existência? "Carpe Diem", ou seja, aproveitem suas vidas, passou a ser como uma regra de ouro a partir de então para alguns de seus alunos, afinal, vejam o exemplo daqueles que já estiveram por aqui (retratados nessas fotografias esmaecidas, amareladas) e pensem se vocês querem que o tempo passe e vocês venham a se tornar "comida de vermes" em seus caixões sem que nada do que tenham feito por aqui tenha repercutido (como, acreditem, muitos desses jovens das fotografias o fizeram, deixando passar a vida sem perceber a riqueza contida na mesma).
Para fazer com que suas existências tenham valor vocês devem viver com intensidade cada dia que lhes é dado, cada momento que lhes é concedido, cada experiência a qual tem acesso, diz com sabedoria inconteste o ilustre mestre Keating. Por isso, repete, "Carpe Diem".
O filme "Sociedade dos Poetas Mortos" mostra claramente o papel de aparelho ideológico que a escola assume.Naquela escola considerada o “padrão” da época, ordem, disciplina, eram usados no sentido de coibi a expressão e a valorização do pensamento livre. O diretor no início do filme deixa claro para os novos alunos que eles estão tendo uma oportunidade ímpar, pois estudar naquela instituição era privilégio de poucos. Segurando a vela o diretor diz aos alunos: “esta é a luz do saber”, como se até aquele momento eles nada soubessem.

O tipo de escola mostrada no filme era a de uma instituição tradicional, com metodologia tradicional arcaica, esfacela, com professores tradicionais, desatualizados, incompreensíveis, acomodados, enfim, tartarugas. Mas como toda regra tem uma exceção, chega à escola o professor Keating¸ que usando de criatividade determinação, competência, honestidade e valorização das experiências anteriores à escola, começa a instigar os alunos da escola para que percebam – ser sujeitos de sua aprendizagem e não apenas objeto.

A metodologia utilizada por Keating foi muito questionada pelos outros professores. Após Keating haver terminado a sua aula na pátio da escola, um dos professores o elogiou dizendo que a aula havia sido muito boa, no entanto, ele teria problemas mais a frente, uma vez que estava ensinando aos alunos coisas que poderia fazer com eles se revoltassem contra o próprio professor. Mas mostrando serenidade, humilde e sabendo de suas limitações, Keating responde que não deseja formar artistas, mas livres pensadores. A metodologia adotada pelo professor Keating desagradava profundamente à direção da escola que buscava uma forma para punir o professor inovador. O que chama muito a atenção é que mesmo existindo tantas formas de linguagem, tantos signos e código lingüísticos, é na arte que ele busca a sua inspiração para lecionar e refletir sobre o mundo. Os diversos poemas apresentados e as várias formas de interpretação que Keating os dava, fazia com que os textos tivessem vida o que facilitava o processo ensino-aprendizagem. Tal metodologia fazia das aulas dinâmica, participativa.
O filme é recheado de sensibilidade. Vemos claramente no filme a luta de Neil que deseja ser ator e foi tolhido pela família o que o faz tirar a própria vida, pois, até aquele momento, segundo o que deixará escrito: “não havia aprendido a viver”. Percebemos na atitude de Neil como os nossos alunos e nós mesmos nos sentimos quando somos privados de fazermos aquilo que realmente gostamos de fazer. Muitas vezes, diferente de Neil, não tomamos uma decisão trágica de forma imediata, mas, passamos a vida toda tentando compensar as nossas angústias e decepções. Vimos também no filme a importância da arte na vida das pessoas. Através dela Keating, consegui despertar a sensibilidade que repousava dentro de cada um. Fez – os perceber que não somos apenas razão, mas também sentimentos e que a vida precisa ser vivida intensamente, aproveitando um dia de cada vez (Carpem Diem). Através da arte, Keating os fez expressar – ri, porque o riso faz bem a saúde e a própria vida. Os fez perceber que todos nós somos capazes de dá grandes contribuições para a humanidade, pois cada um de nós é importante. Os alunos de Keating ao tomarem conhecimento da história e dos mistérios que envolviam a Sociedade dos poetas mortos, desejaram conhecer um pouco mais sobre o assunto. Aprenderam vivendo profundamente “a essência da vida” que palavras e idéia podem mudar o mundo. E é exatamente o que nós esquecemos muitas vezes. Que as nossas palavras têm poder e que podem mudar o mundo para melhor ou para pior.O filme é uma grande reflexão sobre a nossa prática pedagógica e sobre o tipo de escola que queremos e o mais importante, sobre que tipo de cidadão queremos ajudar a formar: um cidadão alienado ou um ser humano participativo, dinâmico que consegue não apenas se perceber no mundo para interagir criticamente com ele. Um ser humano que vê seus sonhos serem tolhidos ou alguém que nos agradecerá a vida toda pelas grandes contribuições dadas?
Premiações:
- Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, além de ter recebido outras 3 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Robin Williams).- Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Robin Williams) e Melhor Roteiro.- Ganhou o César de Melhor Filme
Estrangeiro.
Curiosidades: O diretor Peter Weir resolveu por rodar o filme em sua ordem cronológica para melhor capturar o desenvolvimento do relacionamento entre os jovens e o crescente respeito tido por eles junto ao Professor Keating.
Ficha TécnicaTítulo Original: Dead Poets SocietyGênero: DramaTempo de Duração: 129 minutosAno de Lançamento (EUA): 1989Estúdio: Touchstone Pictures Distribuição: Buena Vista PicturesDireção: Peter WeirRoteiro: Tom SchulmanProdução: Steven Haft, Paul Junger Witt e Tony ThomasMúsica: Maurice JarreDireção de Fotografia: John SealeDesenho de Produção: Wendy StitesDireção de Arte: Sandy VenezianoFigurino: Marilyn MatthewsEdição: William M. Anderson e Lee Smith

terça-feira, 6 de maio de 2008

"Trem de ferro"; "A arca de Noé" e "Isto ou aquilo"


Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
E vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Trem de ferro
Manuel Bandeira

Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isso maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora simVoa, fumaçaCorre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)
Oô...Foge, bichoFoge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!Oô...
(café com pão é muito bom)
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiáOô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sedeOô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de OuricuriOô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

A arca de Noé
Vinicius de Moraes

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu
Depois da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarcaNoé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terraPara plantar minhas vinhas!
"E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilhaBrilha o arco da aliança.
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigasDe fora a cabeça botam.
Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Vai! Não vai!
Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pelo
Pela terra prometida.
"Os bosques são todos meus!
"Ruge soberbo o leão"
Também sou filho de Deus!
"Um protesta; e o tigre
— "Não!"Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista
Na serra o arco-íris se esvai . . .
E . . . desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.


Amigos - Vinicius de Moraes

AMIGOS
VINICIUS DE MORES

Tenho amigos que não sabem oquanto são meus amigos.Não percebem o amor que lhesdevoto e a absolutanecessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento maisnobre do que o amor,eis que permite que o objeto delase divida em outros afetos,enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar,embora não sem dor,que tivessem morrido todos osmeus amores, mas enlouqueceriase morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebemo quanto são meus amigos e o quantominha vida depende de suas existências ….A alguns deles não procuro, basta-mesaber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguirem frente pela vida.
Mas, porque não os procuro comassiduidade, não posso lhes dizer oquanto gosto deles.Eles não iriam acreditar.Muitos deles estão lendo esta crônicae não sabem que estão incluídos nasagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sintaque os adoro, embora não declare enão os procure.E às vezes, quando os procuro,noto que eles não temnoção de como me são necessários,de como são indispensáveisao meu equilíbrio vital,porque eles fazem partedo mundo que eu, tremulamente,construí e se tornaram alicerces domeu encanto pela vida.
Se um deles morrer,eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam,eu rezo pela vida deles.E me envergonho,porque essa minha prece é,em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentossobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante delugares maravilhosos, cai-me algumalágrima por não estarem junto de mim,compartilhando daquele prazer …Se alguma coisa me consomee me envelhece é que aroda furiosa da vida não me permiteter sempre ao meu lado, morandocomigo, andando comigo,falando comigo, vivendo comigo,todos os meus amigos, e,principalmente os que só desconfiamou talvez nunca vão saberque são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

1 - Retire do texto, se houver, todas as preposições, contrações, combinações e locuções prepositivas.
ok? Não esqueçam de fazer o exercício!

Abraços, Carol!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Verso - Estrofe - Ritmo - Rima


- O poema é um texto feito em versos.

- VERSO é cada linha do poema.

- Um conjunto de versos chama-se ESTROFE.

- Uma linha em branco separa um estrofe da outra.

- Quando você canta uma melodia, certamente a canta num determinado ritmo.

- Um poema também tem RITMO, que lhe é dado pela alternância de sílabas átonas (fracas) e tônicas (fortes).

- As palavras dia e alegria possuem uma semelhaça, as terminações "ia". Por apresentarem sons semelhantes, dia e alegria rimam entre si. Essa igualdade ou semelhança de sons no final das palavras é chamado de RIMA.

- Não é obrigatório haver rimas em poemas. Quando um poema não apresenta rimas, seus versos são denominados BRANCOS ou SOLTOS.

- Além da sonoridade, um poema utiliza também outros recursos. Entre estes estão as imagens, recursos construído pelo emprego de palavras, expressões e frases em SENTIDO FIGURADO, isto é, em sentido diferente daquele do comum.

- Os poemas costumam apresentar palavras e expressões associadas aos sentidos: à visão, ao olfato, à audição, ao paladar ou ao tato.

- Um poeta tem plena liberdade no emprego da língua. Ele pode, por exemplo, segmentar as palavras, repeti-las, mudar a grafia para obter efeitos de sentido, empregar uma variedade não padrão, etc.

terça-feira, 29 de abril de 2008

OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO; RECOMEÇAR; AS QUADRAS DELE


O operário em construção
Vinicius de Moraes

O operário em construção
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo de religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia ...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção.
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
Exercer a profissão
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
"Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
-Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão, porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.



Recomeçar
Carlos Drummond de Andrade

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar". Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado. Chorou muito?
Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros. Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora. Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa? Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado,até a boca ficar amarga. Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da Faxina Mental. Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o "Amor". "Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."



As quadras dele (II)
Florbela Espanca

Digo pra mim quando ouço
O teu lindo riso franco,
"São seus lábios espalhabdo,
As folhas dun lírio branco..."
Perguntei às violetas
Se não tinham coração,
Se o tinham, porque 'scondidas
Na folhagem sempre estão?!
Responderam-me a chorar,
Com voz de quem muito amou:
Sabeis que dor os desfez,
Ou que traição os gelou?
Eu coração, inundado
Pela luz do teu olhar,
Dorme quieto como um lírio,
Banhado pelo luar.
Quando o ouvido vier
Teu amor amortalhar,
Quero a minha triste vida,
Na mesma cova, enterrar.
Eu sei que me tens amor,
Bem o leio no teu olhar,
O amor quando é sentido
Não se pode disfarçar.
Os olhos são indiscretos;
Revelam tudo que sentem,
Podem mentir os teus lábios,
Os olhos, esses, não mentem.
Bendita seja a desgraça,
Bendita a fatalidade,
Bendito sejam teus olhos
Onde anda a minha saudade.
Não há amor neste mundo
Como o que eu sinto por ti,
Que me ofertou a desgraça
No momento em que te vi.
O teu grande amor por mim,
Durou, no teu coração,
O espaço duma manhã,
Como a rosa da canção.
Quando falas, dizem todos:
Tem uma voz que é um encanto
Só falando, faz perder
Todo juízo a um santo.
Enquanto eu longe de ti
Ando, perdida de zelos,
Afogam-se outros olhares
Nas ondas dos teus cabelos.
Dizem-me que te não queira
Que tens, nos olhos, traição.
Ai, ensinem-me a maneira
De dar leis ao coração!
Tanto ódio e tanto amor
Na minha alma contenho;
Mas o ódio inda é maior
Que o doido amor que te tenho.
Odeio teu doce sorriso,
Odeio teu lindo olhar,
E ainda mais a minh'alma
Por tanto e tanto te amar!
Quando o teu olhar infindo
Pois a no meu, quase a medo,
Temo que alguém advinhe
O nosso casto segredo.
Logo minh'alma descansa;
Por saber que nunca alguém
Pode imaginar o fogo
Que o teu frio olhar contém.
Quem na vida tem amores
Não pode viver contente,
É sempre triste o olhar
Daquele que muito sente.
Adivinhar o mistério
Da tua alma quem me dera!
Tens nos olhos o outono,
Nos lábios a primavera...
Enquanto teus lábios cantam
Canções feitas de luar,
Soluça cheio de mágua
O teu misterioso olhar...
Com tanta contradição,
O que é que a tua alma sente?
És alegre como a aurora,
E triste como um poente...
Desabafa no meu peito
Essa amargura tão louca,
Que é tortura nos teus olhos
E riso na tua boca!
Os teus dente pequeninos
Na tua boca mimosa,
São pedacitos de neve
Dentro de um cálix de rosa.
O lindo azul do céu
E a amargura infinita
Casaram.
Deles nasceu
A tua boca bendita!

:) Carol




domingo, 27 de abril de 2008

Poema x Poesia













É bom ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças:
- Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem. (Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. RJ: Nova Fronteira, 1993)
- Poema: obra em verso em que há poesia.
"Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta." (LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986).
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
"Fisicamente falando, Poesia é a causa, e o poema, o efeito.
Quimicamente falando, Poesia é a fórmula, e o poema, a solução.
Mas matematicamente falando, Poesia é o problema , e o poema, a revolução.
Biologicamente falando, Poesia é o pai e a mãe, e o poema, os filhos.
Filosoficamente falando, Poesia é isso e o poema é aquilo.
Poeticamente falando, Poesia sou eu, e o meu poema é você... " (José Alessandro).
Resumindo:
POESIA: é a forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocínio. Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobretudo emoções, musicalidade, beleza, a magia, a mensagem. Uma poesia não necessariamente precisa estar escrita em forma de poema, pode ser em forma de texto, ou em outra forma quaisquer. Já o poema tem a estrutura e sempre tem que ser dessa forma!
POEMA: é a própria obra da poesia, é composição poética, arte de retratar no papel a poesia, ou seja, poema é o concreto e a poesia a inspiração. Estrutura; Palavras distribuídas em versos e estrofes.
Abraços, Carol!








sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ser líder é...

"Liderança é a Arte de Motivar e Influenciar Pessoas". O líder tem o poder de levar as pessoas a lugares que elas jamais iriam sozinhas e isso pode ser bom ou ruim, vamos ver abaixo, grandes líderes da humanidade, que com a sua motivação e influências arrastaram multidões.










Clodoaldo - 16 Bmj


Líder, quer dizer: chefe, dirigente ou guia de qualquer tipo de ação, empresa ou ideal, e é, exatamente, o que se compreende quando o termo é utilizado em algum tipo de definição necessária. Liderança, refere-se a: qualidade de líder, capacidade de liderar, chefia, direção.







Natassia - Amj

Líder - um ser humano especial, um ser capaz de levar multidões a novos rumos.
Desde Moisés, um líder sempre muda ou faz a história; uns para o bem, outros para o mal. Alguns receberam dons, outros são ungidos mas a maioria se forma. Um líder pode ser edificado, portanto, vamos projetar e gerenciar seu desenvolvimento.

Características do líder

Cabeça - Rigor intelectual, compreensão da organização e idéias que possam vencer no mercado, e ainda, Habilidade para Conceituar, Conhecimento do Negócio e uma Visão;

Coração - Compaixão, empatia e justiça acrescidas de amor e absoluta franqueza, e ainda, Sinceridade, Integridade e Piedade;

Coragem - Capacidade de fazer os apelos difíceis, assumir posições impopulares, correr riscos e ter autoconfiança para ser simples, e ainda, Realidade, Autoconhecimento, Simplicidade e Velocidade.


Vamos liderar com vontade meus queridos!
Não só pelo prêmio, mas por vontade de mudança!
Beijos para meu alunos lideres de turma: Natassia, Renan, Gabrylla, Clodoaldo, Débora e Luis.








quinta-feira, 24 de abril de 2008

Viva a poesia viva!


- A VIAGEM PELA PALAVRA

- A VIAGEM PELA LEITURA

- POESIA: DESCONSTRUÇÃO DO OLHAR


* OBJETIVO: Montagem de uma mostra de poesias, com exposição de livros, varal e declamações de poemas.

* TURMAS: 16AMJ, 16BMJ E 16 CMJ.


# FAZER INDIVIDUALMENTE

- Meus poemas.

---Reunir todos os poemas produzidos no bimestre e montar com eles um livro, seguindo as orientações do boxe abaixo:


1. Passe para folhas de papel sulfite ou de papel almaço os poemas que você produziu. Faça isso com muito capricho, lembrando-se de colocar os títulos dos poemas e ilustrá-los. As ilustrações podem ser produzidas com recortes de revistas, carimbos, ou com desenhos feitos com lápis de cor, guache e outros materiais.


2. Produza uma capa para o livro, que pode ser feita de papel grosso colorido ou cartolina. Dê um título para o seu livro de poemas, coloque na capa o nome do autor (no caso, o seu) e ilustre-a.


3. Grampeie as folhas junto com a capa, finalizando a montagem do livro. Ou leve o material a uma papelaria especializada para a colocação de espiral. Caso você queira ter outros exemplares do livro, mande copiá-lo em xerox.


obs: O livro será exposto no dia da apresentação do Viva a poesia viva! Depois você pode guardar o original como recordação e doar cópias à biblioteca da escola ou presentear com elas amigos, familiares ou professores.


GRUPO 1

TAREFAS: Recolher todos os livros produzidos pelos colegas de classe e junto ao grupo 2, lê-los e escolher os melhores poemas (um de cada livro), depois entregá-los para o grupo 2.

Organizar a exposição dos mesmos, no local indicado pela professora.

Ornamentar o espaço da exposição.

Orientar os demais alunos quanto aparência e organização do livro de poema.


GRUPO 2

TAREFAS: Ajudar o grupo 1 a ler todos os poemas dos livros e selecionar os melhores, para a exposição em um varal de poesias.

Depois de escolhidos os poemas, devolve-los aos seus autores para que possam copiá-los em folha de papel sulfite, com uma letra capricachada e com imagens.

Os autores deverão devolver os poemas ao grupo 2, que por sua vez, irá montar o varal de poesias ( fio e pregador).

Organizar a exposição e ornamentar o espaço.

Orientar os demais alunos quanto aparência e organização dos poemas.


obs: Grupo 1 e 2: responsáveis em divulgar apresentação de seu trabalho pela escola. (panfletos, avisos, boca - boca).


GRUPO 3

TAREFAS: Selecionar um poema ( grande) como os de: Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, etc.

Os alunos deverão memorizar os poemas e preparar a declamação.

Um bom declamador é aquele que tem um pouco de ator e de poeta, isto é, sabe não apenas falar, mas também interpretar com emoção um texto. Por isso, para declamar bem um texto é necessário compreendê-lo e admirá-lo. Quando declamamos um poema, estamos mostrando aos nossos ouvintes o modo como o compreendemos e sentimos.

Durante o ensaio, leia o poema várias vezes, seguindo estas instruções:

- se houver rimas no final ou no interior de versos, assinalem as sílabas que rimam, para interpretá-las com voz firme e forte.

- observe o ritmo do poema e identifique as sílabas que devem ser pronunciadas mais forte.

- verifique também se há nele outros recursos sonoros como repetições de palavras, de vogais e consoantes, onomatopéias, etc e tente identificar o que esses sons sugerem.

- ao ler, expresse-se com voz firme e marque com uma pequena pausa a passagem entre o fim de um verso e o início do outro.

- faça a leitura em voz alta várias vezes, até decorar o poema. Depois comece a soltar o corpo, deixando surgir alguns gestos emovimentos que reforcem ou complementem o que é declamado.

- ao declamar, preste atenção no que está dizendo. Valorize as palavras, procure ressaltar o sentido delas no texto. Não abaixe a cabeça e olhe sempre para a frente.


GRUPO 4

TAREFAS: Selecionar a interpretação através da expressão, dança corporal e cenário vivo.

Deverão montar um coreografia de acordo com o poema escolhido pelo grupo 3.


GRUPO 5

TAREFAS: Responsáveis pela parte musical ou fundo musical.

Escolher a música e ou os sons que mais se adequam ao poema selecionado pelo grupo 3.

A música para acompanhar sua apresentação pode ser gravada ou cantada pelos seus colegas de grupo.

A música tem que está em sintonia com o grupo 3 e 4.


obs: o grupo 3, 4 e 5, devem trabalhar juntos.


As apresentações serão dos dias:

16 de Junho - Turma 16BMJ

17 de Junho - Turma 16CMJ

18 de Junho - Turma 16AMJ


HORÁRIO DO INTERVALO: 9:30


obs: cada turma apresentará um poema diferente da outra.


GRUPOS AM
Poema: Bomba Atômica (Vinicius de Moraes)

1 - Ana Paula, Mayana, Victor, Renan, Jéssica Pereira e Igor.
2 - Pedro, Welligson, Marcela, Isabel, Dábora e Fernanda.
3 - Lucas, João, Gabriela, Natássia e Matheus Costa
4 - Giovanna, Gabriel Magno, Luíza, Waldemar, Matheus Lucena, Antonio, Gabriel Sodré e Mariana.
5- Luciana, Orlando, Mateus Tavares, Renato, Elvys e Levi.


GRUPOS BM
Poema: Recomeçar (Carlos Drummond de Andrade)

1- Gabryella, Thays, Amanda, William, Caio e Gabryelle.
2 - Gabriel Felipe, Guilherme, Paulo Victor (Loiro), Bianca, Jully Ellen, Kaenne e Isabela.
3 - Jéssica, Geovane, Jud'Leide, Thiago, Clodoaldo e Letícia.
4 - Luna, Mayara, Lêda, Olívia, Gabriel Castro, Emanuela e Gabriela Pantoja.
5 - Isabelle, Jefferson, Gabriel Ferreira, Flávio, Rodrigo, Isaque e Paulo Vitor.


GRUPOS CM
Poema: As quadras dele (Florbela Espanca)
1 - Luzynelma, Thuanny, Raquel, Mirian, Catarino, Camila e Ícaro.
2- Éricles, Phellipe, Mateus, Caio, Jéssica e Fernando.
3 - Sarah Sousa, Anne, Marcos, Ferdinand, Leandro e Débora.
4 - Fernanda, Waléria, Isabela, Paulla, Sarah, Marconi e Rhanna.
5 - Gabriel, Patricia, Luis, Bruna, Kallyene e Marcela.

Boa sorte e bom trabalho!



Preposição




É a palavra invariável que liga dois termos da oraçãpo, subordinando-os; ao mesmo tempo, a preposição estabelece variadas relações entre esses temos.

Exemplo:

A casa de Luiz fica distante.

A preposição de relaciona Luiz e casa, indicando uma relação de posse: a casa pertence a Luiz.

O termo que antecede a preposição é denominada regente; o que a sucede é denominado regido.
A preposição estabelece relações, vejamos as principais:

Autoria – música de Roberto Carlos;

Lugar – vou ficar em casa;

Tempo – viajaremos em duas horas;

Modo – chegou aos prantos;

Causa – morrer de fome;

Assunto – falamos sobre economia;

Fim ou finalidade – enfeitamos a casa para o aniversário;

Instrumento – cortou o papel com a tesoura;

Companhia – viajei com o meu filho;

Meio – viajaremos de avião;

Matéria – comprei um anel de ouro;

Posse – o carro de Vitória;

Oposição – votaram contra o projeto;

Conteúdo – copo com água;

Preço – vendi meu carro por R$5000,00;

Origem – somos de Recife;

Destino – vou para BH.

AS PREPOSIÇÃO ESSENCIAIS SÃO: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Exemplo:
Vamos para casa.
Ficamos sem carro essa semana.
Essa loja existe desde 1980.

Distinção entre preposição, pronome pessoal obliquo e ARTIGO
O a é:
Preposição quando liga dois termos e estabelece relação de dependência entre eles. Nesse caso o a é invariável.
Exemplo:
Fui a Roma.
Fomos a Roma.

Pronome pessoal obliquo - quando substitui o substantivo.
Exemplo:
Nós convidamos Roberta para uma festa.
Nós a convidamos para uma festa.

Artigo quando antecede o substantivo e o determina.
Exemplo:
A garota foi aprovada no concurso.
As garotas foram aprovadas no concurso.

Locução prepositiva

Quando um conjunto de duas ou mais palavras faz a ligação entre dois termos, chamamos de locução prepositiva.
Exemplo:
Conseguimos vencer graças a Deus.
Ele estava acima de qualquer suspeita.
Os alunos resolveram o problema depois de muito esforço.

Principais locuções prepositivas são: Abaixo de, acima de, acerca de, afim de, além de, apesar de, antes de, depois de, ao invés de, Diante de, em fase, em vez de,
Graças a, junto a, junto com, Junto de, defronte de, através de, em frente de, em frente a, Sob pena de, a respeito de, ao encontro de.

Combinação e contração da preposição

As preposições a, de, em e per quando unidas a certas palavras formam um só vocábulo. Podem ser unidas por:

Combinação
A preposição não sofre alteração.

- preposição a + artigos definidos o, os:
Exemplo:
Chegamos ao entardecer.
Os pilotos responderam aos repórteres.

- preposição a + advérbio onde:
Exemplo:
Vou aonde você quiser.

CONTRAÇÃO
Quando a preposição sofre alteração.

DE + ARTIGOS

De + o(s) – do(s)
De + a(s) – da(s)
De + um – dum
De + uns – duns
De + uma – duma
De + umas – dumas

DE + PRONOME PESSOAL

De + ele(s) – dele(s)
De + ela(s) – dela(s)

DE + PRONOMES DEMONSTRATIVOS

De + este(s) – deste(s)
De + esta(s) – desta(s)
De + esse(s) – desse(s)
De + essa(s) – dessa(s)
De + aquele(s) – daquele(s)
De + aquela(s) – daquela(s)
De + isto – disto
De + isso – disso
De + aquilo – daquilo

DE + ADVÉRBIO

De + aqui – daqui
De + aí – daí
De + ali – dali

EM + ARTIGOS

Em + o(s) – no(s)
Em + a(s) – na(s)
Em + um – num
Em + uma – numa
Em + uns – nuns
Em + umas – numas

A + ARTIGO FEMININO

A + à(s) – à(s)

PER (POR) + ARTIGOS

Per + o – pelo(s)
Per + a – pela(s)

DE + PRONOME INDEFINIDO

De + outro – doutro(s)
De + outra – doutra(s)

EM + PRONOME DEMONSTRATIVO

Em + este(s) – neste(s)
Em + esta(s) – nesta(s)
Em + esse(s) – nesse(s)
Em + aquele(s) – naquele(s)
Em + aquela(s) – naquela(s)
Em + isto – nisto
Em + isso – nisso
Em + aquilo – naquilo

A + PRONOME DEMONSTRATIVO

A + aquele(s) – àquele(s)
A + aquela(s) – àquela(s)
A + aquilo – àquilo

Assunto da Mensal 1!
Estudar nunca é demais!
Abraços, Carol.


PESQUISEM SOBRE ESSA IMAGEM!

sábado, 19 de abril de 2008

Evite a redundância!

O uso de palavras supérfluas, inúteis ou desnecessárias nas frases caracteriza a redundância.
Atenção aos erros mais comuns.
"Há dois meses atrás": tanto como atrás indicam passado. Não use os dois juntos. Ele chegou há dois meses ou Ele chegou dois meses atrás.
"Entrar dentro da área": ninguém entra fora. Portanto: Entrar na área. Da mesma forma são condenáveis: sair fora; subir para cima; descer para baixo.
"Já não há mais motivos": já e mais têm a mesma função. Não há mais motivo ou Já não há motivo.
"Elo de ligação": elo já indica ligação. Ele é o elo entre a empresa e os funcionários. Atenção também para "viúva do falecido" - não há viúvos sem falecidos; "ganhar grátis" - não se ganha pagando; "habitat natural" - todo habitat é natural.
"Lançar novos produtos": impossível lançar velhos produtos.
"Planos para o futuro": não há planos para o passado.
Entre outros...
Atenção!!!
beijos..

terça-feira, 15 de abril de 2008

O operário em construção - Vinicius de Moraes



O operário em construção

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo de religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia ...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção.
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
Exercer a profissão
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
"Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
-Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão, porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

18AMJ - 2007 - Saudades!




Estudo Errado - Gabriel O Pensador
Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

Refrão

Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...

Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.


SAUDADES DE VOCÊS MENINOS!
ABRAÇOS, CAROL.

Como escrever bem uma redação!



Os grandes escritores possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.
O aluno, todavia, não possui muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, ainda, início, desenvolvimento e fecho. Todos esses nomes referem-se aos mesmos elementos. Parece-nos que irrelevante o nome que cada pessoa atribui. O importante é que as pessoas saibam que elas devem existir em sua redação.
Vejamos, sucintamente, cada uma delas.

INTRODUÇÃO (início, começo)

Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver.
Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação dever ter trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória.

DEFEITOS A EVITAR

I. Iniciar uma idéia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação.
II. Iniciar com digressões (o início dever ser curto).
III. Iniciar com as mesmas palavras do título.
IV. Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento de primeira frase.
V. Iniciar com chavões
Exemplos:
- Desde os primórdios da Antigüidade...
- Não é fácil a respeito de...
- Bem, eu acho que...
- Um dos problemas mais discutidos na atualidade...

DESENVOLVIMENTO (meio, corpo)

A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma.

DEFEITOS A EVITAR

I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão.

CONCLUSÃO (desfecho, final)

Assim como a introdução, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.
Na conclusão, nossas idéias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.
Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato.

DEFEITOS A EVITAR

I. Não finalizar (é o principal defeito)
II. Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo"


Ok? Vamos colocar em prática?
Que tal fazer uma redação sobre..hummmmmmmm
Os brasileiros falam o mesmo "português"?

Enviem suas redações para mim!
Abraços, Carol.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"A escola não educa, ela qualifica o aluno educado".



Pais, educadores e professores


Em minha modesta opinião, os verdadeiros educadores são os pais. Rejeito o título de educadora. Sou professora, talvez seja educadora dos meus próprios filhos, quando os tiver.
Segundo Içami Tiba, com vários livros lançados sobre o assunto como, por exemplo, "Quem Ama Educa" e vários outros, na verdade: "a escola não educa, ela qualifica o aluno educado".

Como educar um filho?

A "professora" Suzana Hereculano-Houzel (doutora em Neurociências pela Université Paris VI, mestra em Ciências pela Case Western Reserve University (Estados Unidos) e bióloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro dá algumas dicas de como educar não só um filho, mas, a você.

CUIDE BEM DE SUA SAÚDE FÍSICA

O cérebro precisa do corpo. Investir na saúde corporal proporciona grandes benefícios para a saúde desse órgão ao longo de toda a vida, sobretudo na velhice. Os problemas do corpo doem no cérebro – é preciso saber respeita-los e trata-los rapidamente. Tudo está bem quando o corpo e a mente vão bem.

IDENTIFIQUE E CULTIVE OS SEUS PRAZERES

Longe de ser um luxo, a sensação de prazer é a base do bem-estar. A antecipação de um mínimo de prazer o de satisfação com o dia que teremos pela frente é o que nos tira da cama pela manhã. É também o que chamamos motivação. Essa busca pelo bem-estar é o que nos move. Encontrar prazer na vida é um enorme passo em direção à saúde desse órgão. Procure identificar as suas fontes de prazer e cultive-as: relações de amizade, relacionamentos amorosos, trabalho, lazer e exercício físico e mental.

OUÇA SUA EMOÇÕES

O estado do corpo é a base das emoções: sentir uma emoção é detectar as mudanças efetuadas no corpo pelo cérebro. Hoje se aceita que as emoções são parte fundamental das boas decisões. Elas nos informam de imediato sobre o resultado de experiências semelhantes que vivemos no passado, antes mesmo que tenhamos tempo de pensar “racionalmente”; portanto, devem sempre ser levadas em consideração. Se “alguma coisa” lhe diz não, ouça: é o seu corpo mandando avisos ao cérebro.

SORRIA E BUSQUE A FELICIDADE

A felicidade é o estado em que fica o cérebro que vê tudo dando certo. Além de mudar o cérebro, ela afeta o corpo e o torna mais saudável. Se tudo está correndo bem e você está cheio de energia, ótimo. Em alguns casos, no entanto, a felicidade e a motivação são desmedidas, exageradas, e não refletem a realidade da vida. Isso é uma indicação de mania, condição que, à primeira vista, parece benção, mas que se transforma rapidamente em maldição.

SAIBA A DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

A tristeza é uma emoção importante e útil. Em algumas situações extremas, a tristeza profunda é a única resposta razoável de um cérebro saudável e não deve ser confundida com depressão. Ela é perfeitamente justificável e tem que ser respeitada. A depressão é a tristeza despropositada e precisa ser tratada como caso clínico.

TENHA UMA ATITUDE POSITIVA

Uma atitude positiva em relação a vida é fundamental. O otimismo favorece a ativação antecipada do sistema de recompensa, aumenta a satisfação com os feitos alcançados, amplia as chances de fazermos algo realmente dar certo, nos permite lidar melhor com situações negativas e até intensifica a resistência a doenças.

TIRE PROVEITO DO ESTRESSE AGUDO

É essencial que o cérebro e o corpo saibam identificar situações ameaçadoras e reagir de acordo – e “de acordo” é justamente a resposta ao estresse. Se o cérebro não fosse capaz de distinguir situações estressantes e reagir a elas, mal chegaríamos de pé ao fim do dia. Por isso, uma resposta adequada é vital. O estresse agudo tem efeitos benéficos sobre a memória e sobre a resposta imunológica. A reação imediata ao estresse é altamente desejável: se não for muito intensa, ela facilita a memória e aumenta a imunidade.

APRENDA A LIDAR COM A ANSIEDADE

Além de simplesmente reagir, o cérebro sabe antecipar possíveis situações estressantes. Algumas preocupações são saudáveis e geram um estado de estresse antecipado, chamado de ansiedade, que pode ser percebido como indesejável. Em doses saudáveis, no entanto, essa habilidade é uma benção, pois evita que o cérebro se coloque em situações problemáticas. Preocupar-se é importante – desde que nas horas certas.

FAÇA AS PÁZES COM OS REMÉDIOS

O bom funcionamento do cérebro depende de um equilíbrio químico muito delicado, mantido com todo o cuidado por esse próprio órgão. Às vezes, em decorrência de variações genéticas, estresse intenso ou doenças adquiridas, é necessário obter ajuda externa para encontrar e manter esse equilíbrio por meio de medicamentos que interferem na química cerebral. Algumas pessoas resistem a usar esses remédios, enquanto outras acreditam, equivocadamente, que os fitoterápicos são uma alternativa mais segura. Há, ainda, quem fique tentado a consumir medicamentos em busca de melhorias na memória e na capacidade de atenção normais – mas alterar sem necessidade o equilíbrio natural do cérebro não é uma boa idéia.

COMBATA O ESTRESSE CRÔNICO

O estresse vira vilão quando se torna crônico ou impossível de evitar: queremos nos livrar dele, mas não conseguimos. Uma resposta prolongada e exagerada ao estresse acaba por tornar ruim para o corpo e o cérebro tudo o que inicialmente era bom. A melhor maneira de não sofrer com o estresse crônico é impedir que ele aconteça. Se isso for inviável, será preciso aprender a lidar bem com ele.

EXERCITE-SE REGULARMENTE

Além de promover a saúde cardiovascular e, portanto, também a do cérebro, o exercício fisco intenso é um dos melhores estabilizadores de humor que a neurociência moderna conhece. A atividade aeróbica combate a depressão e a ansiedade, promove a produção de neurônios novos no hipocampo, melhora a memória e aumenta a liberação de substâncias neuroprotetoras, isto é, aquelas que mantêm os neurônios saudáveis. Pelos seus efeitos sobre o corpo e o cérebro, o exercício físico regular é o que existe de mais próximo de um elixir da juventude.

DURMA BEM E BASTANTE

O sono é fundamental para o bem-estar. Quando dormimos, o cérebro descansa, mesmo sem parar de funcionar, e reorganiza as memórias do dia. A falta de sono causa um estresse intenso a esse órgão, além de uma série de problemas, inclusive de memória. O sono é tão importante que é auto-regulado: quanto menos dormimos, mais precisamos dormir.

EDUQUE-SE E ASSUMA RESPONSABILIDADES

O cérebro tem uma capacidade incrível de aprender e dispõe de tudo o que precisa para isso: o gosto pelo desafio, o poder de usar a atenção para filtrar as informações irrelevantes e a capacidade de se lembrar do que foi importante. Desenvolver as suas habilidades mentais – ou seja, educar-se – é um excelente meio de tornar o seu cérebro ainda mais capaz de resolver problemas, ampliar as suas capacidades e prolongar o bem-estar e a vida. Além disso, a instrução é uma maneira de obter controle sobre a própria vida, assumir responsabilidades e progredir socialmente, o que contribui muito para o bem-estar.

CULTIVE OS SEUS RELACIONAMENTOS

Ocupar uma posição de subordinação numa escala hierárquica é uma fonte importante de estresse social, mas não é a única. Mamíferos sociais, como o homem, não foram feitos para ficar sozinhos, e o isolamento é um dos mais intensos fatores de estresse social. Saber que contamos com o apoio de amigos e familiares é fundamental. Além disso, o contato humano, na forma de abraços, beijos e carinhos, garantem ao cérebro que não estamos sós no mundo.

BUSQUE E OFEREÇA CARINHO

Talvez a maior descoberta da neurociência nos últimos tempos seja o impacto do carinho sobre o cérebro. Na infância, ele é a melhor indicação que o bebê tem de que conta com alguém que o aquece, protege e alimenta. Além disso, receber carinho nessa época ajuda o cérebro a formar uma resposta saudável ao estresse. Na vida adulta, o carinho é uma maneira poderosa de regular a ansiedade e respostas exageradas ao estresse de maneira geral. O mais importante, contudo, é que o carinho se autopropaga: cérebros que o recebem se tornam mais carinhosos. Conquistar o bem-estar e dar carinho aos nossos filhos é investir desde já no bem-estar dos nossos netos. "

Fotos dos alunos da CMJ







JOÃO FERDINAND, ÉRICLES, ÍCARO, CAIO E MARCONI.

___~~~***___ALUNOS___***____

são o futuro
sentado bem
na nossa frente
alunos
são o passado
passando bem
na cabeça da gente
alunos
respondem presente
têm dúvidas
são insistentes
às vezes
dormem
riem
choram
mas sempre
seguem em frente

deixando a nós
professores
senhores do engenho
engenhosamente sozinhos
em nossos ninhos
vazios
de sementes.


Tião Martins

Se roubarem seu celular....




Galerinha, é sério!

Fiz o teste e funcionou!

Achei essa informação em um outro blog e resolvi postá-la para vocês, até porque, sei que a maioria de vocês tem celular!

Agora, com esta história do ‘chip’, o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou. É só ele comprar um novo chip por um preço médio de R$30,00 em uma operadora e o instalar no aparelho roubado. Com isso, está generalizado o roubo de aparelhos celulares. Segue então uma informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam. Uma espécie de vingança para quando roubarem celulares.
Para obter o número de série do seu telefone celular (GSM), digite *#06# Aparecerá no visor um código de algarismos com 15 dígitos. Este código é único!!!
Escrevam-no e conservem-no com cuidado!!! Se roubarem seu celular, telefone para sua operadora e informem este código. O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o ‘chip’.. Provavelmente não recuperarão o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.
Se todos tomarem esta precaução, imagine, o roubo de celulares se tornará inútil.
Divulgue para todos e anote o seu número de série!!!

Atenção galerinha!

Repassem essa informação!

beijos

Caroline Ferreira

Oração do Educador



SENHOR, DIANTE DE VÓS, COM MEUS ALUNOS, TOMO CONSCIÊNCIA DE MINHA RESPONSABILIDADE E DE MINHAS LIMITAÇÕES COMO EDUCADOR E COM ELES, PROCURO A RESPOSTA.
SEI QUE ESTA RESPOSTA SÓ SERÁ VERDADEIRA SE FOR ABERTURA E SERVIÇO.
SEI QUE VIVO NUM MUNDO COMPLEXO, APRESSADO, POLUÍDO, EGOÍSTA…
POR ISSO, QUERO SER SIMPLES, CALMO, ABERTO. SENHOR, NO DIÁLOGO CONSTANTE E AMOROSO COM MEUS ALUNOS, PROCURO A LIBERTAÇÃO DO MEU EGOÍSMO PARA ME COMUNICAR, PARA VALORIZAR OS QUE SÃO MOTIVO DE MINHA VOCAÇÃO.
SENHOR, PARA UMA MELHOR INTEGRAÇÃO DOS HOMENS ENTRE SI E CONVOSCO, QUERO FAZER DA CIÊNCIA, UM DIÁLOGO; DA MINHA AULA, UM LAR; DE MEUS ALUNOS, AMIGOS; DE MINHA VIDA, UM DOM.
TRAGO NOS OLHOS E NO CORAÇÃO O NOME, A FAMÍLIA, O MUNDO DE CADA UM.
SENHOR, COMO AGENTE DA HISTÓRIA QUE SOU, DE MIM DEPENDERÁ DEIXAR O MUNDO UM POUCO MELHOR, DE MIM DEPENDERÁ A PARTICIPAÇÃO DE MEUA ALUNOS NA CONSTRUÇÃO DO PARAÍSO, QUE COMEÇA AQUI E SEMPRE.
AMÉM
(AUTOR DESCONHECIDO)
Professora Caroline!

A maldição de Édipo




SÓ O RESUMO DA VIDA DE ÉDIPO!
Édipo é um personagem de um conto grego. Famoso por matar o pai e casar-se com a própria mãe. Filho de Laio e de Jocasta, pai de Etéocles, Ismênia, Antígona e de Polinice.
Segundo a lenda grega, Laio o rei de Tebas havia sido alertado pelo Oráculo de Delfos que uma maldição iria se concretizar: Seu próprio filho o mataria e que este filho se casaria com a própria mãe.
Por tal motivo, ao nascer Édipo, Laio abandonou-o no monte Citerão pregando um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi recolhido mais tarde por um pastor e batizado como Edipodos, o de “pés-furados”, que foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos. No caminho, Édipo encontrou um homem e, sem saber que era o seu pai, brigou com ele e o matou, pois, Laio o mandou sair de sua frente.
Após derrotar a Esfinge que aterrorizava Tebas, que lançara um desafio (”Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?”), Édipo conseguiu desvendar, dizendo que era o homem. “O amanhecer é a criança engatinhando, entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa a bengala”.
Conseguindo derrotar o monstro ele seguiu à sua cidade natural e casou-se “por acaso” (já que ele pensava que aqueles que o haviam criado eram seus pais biológicos) com sua mãe, com quem teve quatro filhos. Aquando da consulta do oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho, ela comete suicídio e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe.
Anos mais tarde, após renunciar ao trono, foi expulso de seu reino pelos filhos Polinice e Etéocles. Já velho e cego foi acompanhado em seu exílio pela fiel filha Antígona até morrer em Colono anos mais tarde.
A história está recolhida em Édipo Rei e Édipo em Colono de Sófocles. Vários escritores retomaram o tema, que também inspirou Igor Stravinsky para a composição de um oratório.
OUTRO RESUMO…
Filho de Laio e de Jocasta, herdeiro da maldição que assolava os Labdácias, foi abandonado ao nascer no Monte Citerão, já que Apolo havia predito a seu pai que se ele gerasse um filho, este o mataria. O criado, encarregado de executar essa missão perfurou-lhe os pés com um gancho de forma a poder suspender o menino numa árvore. Isso explica o fato pelo qual, ao ser encontrado por alguns pastores, foi chamado Édipo, que em grego significa “pés inchados”. Foi levado ao rei de Corinto, Pólibo, que, por não ter filhos, embora fosse casado com a rainha Peribéia,o adotou. Em certa ocasião, o jovem participava de um banquete, quando um coríntio referiu-se indiscretamente ao jovem como filho postiço. Intrigado, Édipo resolveu consultar o oráculo de Delfos para saber sua real origem. Além de não obter uma resposta precisa, o jovem se defrontou com uma revelação aterrorizante.
A resposta que Édipo recebeu é que, não somente mataria seu pai, mas desposaria sua própria mãe, gerando uma raça maldita. No intuito de evitar uma tragédia, desesperado resolveu fugir de Corinto, deixando para trás Pólibo e Peribéia, quem de fato acreditava serem seus pais verdadeiros. À caminho da Fócida, onde os caminhos de Cáulis e Tebas se bifurcam, o pobre rapaz se deparou com Laio e sua escolta, composta por quatro pessoas além do rei: o arauto, um cocheiro e mais dois escravos. Este, cheio de impáfia, ordenou-lhe que desse passagem ao rei de Tebas. Como Édipo se recusasse sequer a alterar o passo, teve um de seus cavalos executados pelo rei. Ignorando a verdadeira identidade do rei, Édipo com o auxílio de sua arma, a bengala que o amparava no caminhar, e com grande violência, matou a golpes Laio.
Chegando à Tebas, deparou com a Esfinge, monstro que vinha assolando a cidade há tempos. Descendente de uma família de monstros, sua mãe, Equidna, corpo de mulher e cauda de serpente que devorava todos os viajantes que dela se aproximassem. Ortro uniu-se a própria mãe, e dessa forma, tornou-se ao mesmo tempo pai e irmão da Esfinge. Esta havia sido enviada por Hera à cidade de Tebas para punir o rei Laio, responsável pelo suicídio de Crísipo, filho de Pélops. Misto de vários animais, a Esfinge tinha a cabeça e o busto de mulher, as patas de leão, o corpo de cão, cauda de dragão e asas como as das Hárpias.
Instalada à entrada da cidade, mais precisamente no Monte Ficeu, propunha aos forasteiros que ali chegavam um enigma de grande complexidade e de difícil resolução. Os que não fossem capazes de decifrá-lo eram sumariamente eliminados, pois a criatura além de matar, devorava sua vítima. O monstro já havia feito muitas vítimas e os habitantes estavam alarmados quando Édipo, buscando exílio, chegou à Tebas. Ao enfrentá-la, foi recebido com a seguinte pergunta: “Qual é o animal que pela manhã tem quatro pés, ao meio dia dois e à tarde três?” Édipo sem dificuldade respondeu que este animal era o homem, que na infância engatinha, depois passa a caminhar com os dois pés e na velhice, com o peso dos anos, necessita de uma bengala, ou seja, de uma terceira perna para se sustentar. Como já estava previsto pelo destino que no dia que alguém lograsse decifrar seu enigma a Esfinge morreria, esta, precipitou-se do alto de um precipício e morreu espatifada contra os rochedos.
Aclamado pela população agradecida, tornou-se rei, e, por conseguinte, recebeu também a mão da rainha Jocasta em casamento. Em outras palavras, Édipo cumpriu a segunda e última parte da profecia, pois ao casar-se com a rainha, desposava na verdade, sua própria mãe. Quatro filhos foram gerados desta união: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismena. O rei de Tebas reinou durante anos tranqüilamente até o dia em que a população local começou a ser assolada por uma peste. O oráculo, novamente consultado, declarou que para cessar a epidemia, se fazia necessário encontrar o assassino de Laio e baní-lo definitivamente de Tebas. Tirésias, o grande vidente cego, trazido até a corte revelou a verdade sobre o crime e esclareceu a identidade e a história de Édipo. Jocasta, humilhada e sem poder suportar a vergonha, suicidou-se. Édipo, ao lado do corpo de sua mãe, vazou seus olhos. Expulso da cidade por Etéocles e Polinice, partiu para o exílio acompanhado por Antígona que o guiou até a Ática, onde foi acolhido por Teseu .
Tempos depois, seus filhos e Creonte, irmão de Jocasta, tentaram convencê-lo de regressar à Tebas, pois um oráculo havia predito que onde estivesse localizada sua tumba, os deuses dedicariam especial proteção. Inútil, porque Édipo, recusou-se terminantemente a realizar-lhes o desejo e viveu seus últimos dias em Colona, localidade situada próximo à Atenas. Foi por esse motivo que a cidade sempre logrou sair vitoriosa nas disputas contra Tebas.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ÉDIPO
Os personagens da mitologia grega exerceram sempre forte atração sobre a cultura do Ocidente. Entre eles, a figura de Édipo merece destaque especial pelo constante fascínio e pelas inúmeras interpretações de que foi objeto.
A primeira menção escrita à tragédia de Édipo aparece num trecho da Odisséia, de Homero, mas a lenda, de origem provavelmente muito remota, inspirou outros autores antigos, cujos trabalhos se perderam. Sófocles, no século V a.C., narrou a história do personagem em três de suas obras mais notáveis: Édipo rei, Édipo em Colona e Antígona.
Édipo, cujo nome significa “o de pés inchados”, era filho dos reis de Tebas, Laio e Jocasta (a quem Homero chamou Epicasta). O oráculo do deus Apolo em Delfos profetizou que, quando chegasse à idade adulta, ele mataria o pai e se casaria com a mãe. Laio, horrorizado, ordenou que o filho fosse abandonado no bosque, com os tornozelos amarrados por uma corda. Um pastor encontrou a criança ainda com vida e levou-a a Corinto, onde foi adotada pelo rei Políbio.
Já adolescente, Édipo ouviu também a profecia do oráculo e, acreditando-se filho de Políbio, fugiu de Corinto para escapar ao destino. No caminho, encontrou um ancião acompanhado de vários servos. Desentendeu-se com o viajante e matou-o, sem saber que era seu verdadeiro pai, Laio. Ao chegar a Tebas, Édipo encontrou a cidade desolada. Uma esfinge às portas da cidade propunha aos homens um enigma e devorava os que não conseguiam decifrá-lo. A rainha viúva, Jocasta, prometera casar-se com quem libertasse a cidade desse monstro. Édipo decifrou o enigma e casou-se com sua mãe, consumando a profecia.
Desse matrimônio nasceram quatro filhos: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismene. Passado o tempo, uma peste assolou Tebas e o oráculo afirmou que só vingando-se a morte de Laio a peste cessaria. As investigações que se seguiram e as revelações do adivinho Tirésias demonstraram a Édipo e Jocasta a tragédia de que eram protagonistas. A rainha matou-se e Édipo vazou os próprios olhos e abandonou Tebas, deixando seu cunhado Creonte como regente. Acolhido em Colona, perto de Atenas, graças à hospitalidade do rei Teseu, Édipo morreu misteriosamente num bosque sagrado e converteu-se em herói protetor da Ática. A maldição de Édipo transmitiu-se a seus filhos, que tiveram igualmente destino trágico.
A tragédia de Édipo ilustra a impossibilidade do homem lutar contra o destino, valor situado na base da mentalidade grega, formada sob a égide da mitologia até o advento da filosofia. Das numerosas obras para teatro baseadas no mesmo mito destacam-se, entre os romanos, o Édipo de Sêneca e, entre os clássicos, a tragédia publicada por Corneille em 1659. No século XX, o compositor russo Igor Stravinski criou o oratório Édipo rei e os escritores franceses André Gide e Jean Cocteau retomaram o mito em obras literárias.
Freud, criador da psicanálise, renovou o interesse pelo tema ao designar como “complexo de Édipo” uma fase crucial do processo de desenvolvimento normal da criança: o desejo de envolver-se sexualmente com o genitor do sexo oposto, aliado a um sentimento de rivalidade em relação ao genitor do mesmo sexo.

Beijos, Carol.