terça-feira, 29 de abril de 2008

OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO; RECOMEÇAR; AS QUADRAS DELE


O operário em construção
Vinicius de Moraes

O operário em construção
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo de religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia ...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção.
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
Exercer a profissão
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
"Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
-Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão, porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.



Recomeçar
Carlos Drummond de Andrade

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar". Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado. Chorou muito?
Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros. Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora. Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa? Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado,até a boca ficar amarga. Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da Faxina Mental. Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o "Amor". "Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."



As quadras dele (II)
Florbela Espanca

Digo pra mim quando ouço
O teu lindo riso franco,
"São seus lábios espalhabdo,
As folhas dun lírio branco..."
Perguntei às violetas
Se não tinham coração,
Se o tinham, porque 'scondidas
Na folhagem sempre estão?!
Responderam-me a chorar,
Com voz de quem muito amou:
Sabeis que dor os desfez,
Ou que traição os gelou?
Eu coração, inundado
Pela luz do teu olhar,
Dorme quieto como um lírio,
Banhado pelo luar.
Quando o ouvido vier
Teu amor amortalhar,
Quero a minha triste vida,
Na mesma cova, enterrar.
Eu sei que me tens amor,
Bem o leio no teu olhar,
O amor quando é sentido
Não se pode disfarçar.
Os olhos são indiscretos;
Revelam tudo que sentem,
Podem mentir os teus lábios,
Os olhos, esses, não mentem.
Bendita seja a desgraça,
Bendita a fatalidade,
Bendito sejam teus olhos
Onde anda a minha saudade.
Não há amor neste mundo
Como o que eu sinto por ti,
Que me ofertou a desgraça
No momento em que te vi.
O teu grande amor por mim,
Durou, no teu coração,
O espaço duma manhã,
Como a rosa da canção.
Quando falas, dizem todos:
Tem uma voz que é um encanto
Só falando, faz perder
Todo juízo a um santo.
Enquanto eu longe de ti
Ando, perdida de zelos,
Afogam-se outros olhares
Nas ondas dos teus cabelos.
Dizem-me que te não queira
Que tens, nos olhos, traição.
Ai, ensinem-me a maneira
De dar leis ao coração!
Tanto ódio e tanto amor
Na minha alma contenho;
Mas o ódio inda é maior
Que o doido amor que te tenho.
Odeio teu doce sorriso,
Odeio teu lindo olhar,
E ainda mais a minh'alma
Por tanto e tanto te amar!
Quando o teu olhar infindo
Pois a no meu, quase a medo,
Temo que alguém advinhe
O nosso casto segredo.
Logo minh'alma descansa;
Por saber que nunca alguém
Pode imaginar o fogo
Que o teu frio olhar contém.
Quem na vida tem amores
Não pode viver contente,
É sempre triste o olhar
Daquele que muito sente.
Adivinhar o mistério
Da tua alma quem me dera!
Tens nos olhos o outono,
Nos lábios a primavera...
Enquanto teus lábios cantam
Canções feitas de luar,
Soluça cheio de mágua
O teu misterioso olhar...
Com tanta contradição,
O que é que a tua alma sente?
És alegre como a aurora,
E triste como um poente...
Desabafa no meu peito
Essa amargura tão louca,
Que é tortura nos teus olhos
E riso na tua boca!
Os teus dente pequeninos
Na tua boca mimosa,
São pedacitos de neve
Dentro de um cálix de rosa.
O lindo azul do céu
E a amargura infinita
Casaram.
Deles nasceu
A tua boca bendita!

:) Carol




domingo, 27 de abril de 2008

Poema x Poesia













É bom ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças:
- Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem. (Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. RJ: Nova Fronteira, 1993)
- Poema: obra em verso em que há poesia.
"Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta." (LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986).
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
"Fisicamente falando, Poesia é a causa, e o poema, o efeito.
Quimicamente falando, Poesia é a fórmula, e o poema, a solução.
Mas matematicamente falando, Poesia é o problema , e o poema, a revolução.
Biologicamente falando, Poesia é o pai e a mãe, e o poema, os filhos.
Filosoficamente falando, Poesia é isso e o poema é aquilo.
Poeticamente falando, Poesia sou eu, e o meu poema é você... " (José Alessandro).
Resumindo:
POESIA: é a forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocínio. Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobretudo emoções, musicalidade, beleza, a magia, a mensagem. Uma poesia não necessariamente precisa estar escrita em forma de poema, pode ser em forma de texto, ou em outra forma quaisquer. Já o poema tem a estrutura e sempre tem que ser dessa forma!
POEMA: é a própria obra da poesia, é composição poética, arte de retratar no papel a poesia, ou seja, poema é o concreto e a poesia a inspiração. Estrutura; Palavras distribuídas em versos e estrofes.
Abraços, Carol!








sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ser líder é...

"Liderança é a Arte de Motivar e Influenciar Pessoas". O líder tem o poder de levar as pessoas a lugares que elas jamais iriam sozinhas e isso pode ser bom ou ruim, vamos ver abaixo, grandes líderes da humanidade, que com a sua motivação e influências arrastaram multidões.










Clodoaldo - 16 Bmj


Líder, quer dizer: chefe, dirigente ou guia de qualquer tipo de ação, empresa ou ideal, e é, exatamente, o que se compreende quando o termo é utilizado em algum tipo de definição necessária. Liderança, refere-se a: qualidade de líder, capacidade de liderar, chefia, direção.







Natassia - Amj

Líder - um ser humano especial, um ser capaz de levar multidões a novos rumos.
Desde Moisés, um líder sempre muda ou faz a história; uns para o bem, outros para o mal. Alguns receberam dons, outros são ungidos mas a maioria se forma. Um líder pode ser edificado, portanto, vamos projetar e gerenciar seu desenvolvimento.

Características do líder

Cabeça - Rigor intelectual, compreensão da organização e idéias que possam vencer no mercado, e ainda, Habilidade para Conceituar, Conhecimento do Negócio e uma Visão;

Coração - Compaixão, empatia e justiça acrescidas de amor e absoluta franqueza, e ainda, Sinceridade, Integridade e Piedade;

Coragem - Capacidade de fazer os apelos difíceis, assumir posições impopulares, correr riscos e ter autoconfiança para ser simples, e ainda, Realidade, Autoconhecimento, Simplicidade e Velocidade.


Vamos liderar com vontade meus queridos!
Não só pelo prêmio, mas por vontade de mudança!
Beijos para meu alunos lideres de turma: Natassia, Renan, Gabrylla, Clodoaldo, Débora e Luis.








quinta-feira, 24 de abril de 2008

Viva a poesia viva!


- A VIAGEM PELA PALAVRA

- A VIAGEM PELA LEITURA

- POESIA: DESCONSTRUÇÃO DO OLHAR


* OBJETIVO: Montagem de uma mostra de poesias, com exposição de livros, varal e declamações de poemas.

* TURMAS: 16AMJ, 16BMJ E 16 CMJ.


# FAZER INDIVIDUALMENTE

- Meus poemas.

---Reunir todos os poemas produzidos no bimestre e montar com eles um livro, seguindo as orientações do boxe abaixo:


1. Passe para folhas de papel sulfite ou de papel almaço os poemas que você produziu. Faça isso com muito capricho, lembrando-se de colocar os títulos dos poemas e ilustrá-los. As ilustrações podem ser produzidas com recortes de revistas, carimbos, ou com desenhos feitos com lápis de cor, guache e outros materiais.


2. Produza uma capa para o livro, que pode ser feita de papel grosso colorido ou cartolina. Dê um título para o seu livro de poemas, coloque na capa o nome do autor (no caso, o seu) e ilustre-a.


3. Grampeie as folhas junto com a capa, finalizando a montagem do livro. Ou leve o material a uma papelaria especializada para a colocação de espiral. Caso você queira ter outros exemplares do livro, mande copiá-lo em xerox.


obs: O livro será exposto no dia da apresentação do Viva a poesia viva! Depois você pode guardar o original como recordação e doar cópias à biblioteca da escola ou presentear com elas amigos, familiares ou professores.


GRUPO 1

TAREFAS: Recolher todos os livros produzidos pelos colegas de classe e junto ao grupo 2, lê-los e escolher os melhores poemas (um de cada livro), depois entregá-los para o grupo 2.

Organizar a exposição dos mesmos, no local indicado pela professora.

Ornamentar o espaço da exposição.

Orientar os demais alunos quanto aparência e organização do livro de poema.


GRUPO 2

TAREFAS: Ajudar o grupo 1 a ler todos os poemas dos livros e selecionar os melhores, para a exposição em um varal de poesias.

Depois de escolhidos os poemas, devolve-los aos seus autores para que possam copiá-los em folha de papel sulfite, com uma letra capricachada e com imagens.

Os autores deverão devolver os poemas ao grupo 2, que por sua vez, irá montar o varal de poesias ( fio e pregador).

Organizar a exposição e ornamentar o espaço.

Orientar os demais alunos quanto aparência e organização dos poemas.


obs: Grupo 1 e 2: responsáveis em divulgar apresentação de seu trabalho pela escola. (panfletos, avisos, boca - boca).


GRUPO 3

TAREFAS: Selecionar um poema ( grande) como os de: Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, etc.

Os alunos deverão memorizar os poemas e preparar a declamação.

Um bom declamador é aquele que tem um pouco de ator e de poeta, isto é, sabe não apenas falar, mas também interpretar com emoção um texto. Por isso, para declamar bem um texto é necessário compreendê-lo e admirá-lo. Quando declamamos um poema, estamos mostrando aos nossos ouvintes o modo como o compreendemos e sentimos.

Durante o ensaio, leia o poema várias vezes, seguindo estas instruções:

- se houver rimas no final ou no interior de versos, assinalem as sílabas que rimam, para interpretá-las com voz firme e forte.

- observe o ritmo do poema e identifique as sílabas que devem ser pronunciadas mais forte.

- verifique também se há nele outros recursos sonoros como repetições de palavras, de vogais e consoantes, onomatopéias, etc e tente identificar o que esses sons sugerem.

- ao ler, expresse-se com voz firme e marque com uma pequena pausa a passagem entre o fim de um verso e o início do outro.

- faça a leitura em voz alta várias vezes, até decorar o poema. Depois comece a soltar o corpo, deixando surgir alguns gestos emovimentos que reforcem ou complementem o que é declamado.

- ao declamar, preste atenção no que está dizendo. Valorize as palavras, procure ressaltar o sentido delas no texto. Não abaixe a cabeça e olhe sempre para a frente.


GRUPO 4

TAREFAS: Selecionar a interpretação através da expressão, dança corporal e cenário vivo.

Deverão montar um coreografia de acordo com o poema escolhido pelo grupo 3.


GRUPO 5

TAREFAS: Responsáveis pela parte musical ou fundo musical.

Escolher a música e ou os sons que mais se adequam ao poema selecionado pelo grupo 3.

A música para acompanhar sua apresentação pode ser gravada ou cantada pelos seus colegas de grupo.

A música tem que está em sintonia com o grupo 3 e 4.


obs: o grupo 3, 4 e 5, devem trabalhar juntos.


As apresentações serão dos dias:

16 de Junho - Turma 16BMJ

17 de Junho - Turma 16CMJ

18 de Junho - Turma 16AMJ


HORÁRIO DO INTERVALO: 9:30


obs: cada turma apresentará um poema diferente da outra.


GRUPOS AM
Poema: Bomba Atômica (Vinicius de Moraes)

1 - Ana Paula, Mayana, Victor, Renan, Jéssica Pereira e Igor.
2 - Pedro, Welligson, Marcela, Isabel, Dábora e Fernanda.
3 - Lucas, João, Gabriela, Natássia e Matheus Costa
4 - Giovanna, Gabriel Magno, Luíza, Waldemar, Matheus Lucena, Antonio, Gabriel Sodré e Mariana.
5- Luciana, Orlando, Mateus Tavares, Renato, Elvys e Levi.


GRUPOS BM
Poema: Recomeçar (Carlos Drummond de Andrade)

1- Gabryella, Thays, Amanda, William, Caio e Gabryelle.
2 - Gabriel Felipe, Guilherme, Paulo Victor (Loiro), Bianca, Jully Ellen, Kaenne e Isabela.
3 - Jéssica, Geovane, Jud'Leide, Thiago, Clodoaldo e Letícia.
4 - Luna, Mayara, Lêda, Olívia, Gabriel Castro, Emanuela e Gabriela Pantoja.
5 - Isabelle, Jefferson, Gabriel Ferreira, Flávio, Rodrigo, Isaque e Paulo Vitor.


GRUPOS CM
Poema: As quadras dele (Florbela Espanca)
1 - Luzynelma, Thuanny, Raquel, Mirian, Catarino, Camila e Ícaro.
2- Éricles, Phellipe, Mateus, Caio, Jéssica e Fernando.
3 - Sarah Sousa, Anne, Marcos, Ferdinand, Leandro e Débora.
4 - Fernanda, Waléria, Isabela, Paulla, Sarah, Marconi e Rhanna.
5 - Gabriel, Patricia, Luis, Bruna, Kallyene e Marcela.

Boa sorte e bom trabalho!



Preposição




É a palavra invariável que liga dois termos da oraçãpo, subordinando-os; ao mesmo tempo, a preposição estabelece variadas relações entre esses temos.

Exemplo:

A casa de Luiz fica distante.

A preposição de relaciona Luiz e casa, indicando uma relação de posse: a casa pertence a Luiz.

O termo que antecede a preposição é denominada regente; o que a sucede é denominado regido.
A preposição estabelece relações, vejamos as principais:

Autoria – música de Roberto Carlos;

Lugar – vou ficar em casa;

Tempo – viajaremos em duas horas;

Modo – chegou aos prantos;

Causa – morrer de fome;

Assunto – falamos sobre economia;

Fim ou finalidade – enfeitamos a casa para o aniversário;

Instrumento – cortou o papel com a tesoura;

Companhia – viajei com o meu filho;

Meio – viajaremos de avião;

Matéria – comprei um anel de ouro;

Posse – o carro de Vitória;

Oposição – votaram contra o projeto;

Conteúdo – copo com água;

Preço – vendi meu carro por R$5000,00;

Origem – somos de Recife;

Destino – vou para BH.

AS PREPOSIÇÃO ESSENCIAIS SÃO: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Exemplo:
Vamos para casa.
Ficamos sem carro essa semana.
Essa loja existe desde 1980.

Distinção entre preposição, pronome pessoal obliquo e ARTIGO
O a é:
Preposição quando liga dois termos e estabelece relação de dependência entre eles. Nesse caso o a é invariável.
Exemplo:
Fui a Roma.
Fomos a Roma.

Pronome pessoal obliquo - quando substitui o substantivo.
Exemplo:
Nós convidamos Roberta para uma festa.
Nós a convidamos para uma festa.

Artigo quando antecede o substantivo e o determina.
Exemplo:
A garota foi aprovada no concurso.
As garotas foram aprovadas no concurso.

Locução prepositiva

Quando um conjunto de duas ou mais palavras faz a ligação entre dois termos, chamamos de locução prepositiva.
Exemplo:
Conseguimos vencer graças a Deus.
Ele estava acima de qualquer suspeita.
Os alunos resolveram o problema depois de muito esforço.

Principais locuções prepositivas são: Abaixo de, acima de, acerca de, afim de, além de, apesar de, antes de, depois de, ao invés de, Diante de, em fase, em vez de,
Graças a, junto a, junto com, Junto de, defronte de, através de, em frente de, em frente a, Sob pena de, a respeito de, ao encontro de.

Combinação e contração da preposição

As preposições a, de, em e per quando unidas a certas palavras formam um só vocábulo. Podem ser unidas por:

Combinação
A preposição não sofre alteração.

- preposição a + artigos definidos o, os:
Exemplo:
Chegamos ao entardecer.
Os pilotos responderam aos repórteres.

- preposição a + advérbio onde:
Exemplo:
Vou aonde você quiser.

CONTRAÇÃO
Quando a preposição sofre alteração.

DE + ARTIGOS

De + o(s) – do(s)
De + a(s) – da(s)
De + um – dum
De + uns – duns
De + uma – duma
De + umas – dumas

DE + PRONOME PESSOAL

De + ele(s) – dele(s)
De + ela(s) – dela(s)

DE + PRONOMES DEMONSTRATIVOS

De + este(s) – deste(s)
De + esta(s) – desta(s)
De + esse(s) – desse(s)
De + essa(s) – dessa(s)
De + aquele(s) – daquele(s)
De + aquela(s) – daquela(s)
De + isto – disto
De + isso – disso
De + aquilo – daquilo

DE + ADVÉRBIO

De + aqui – daqui
De + aí – daí
De + ali – dali

EM + ARTIGOS

Em + o(s) – no(s)
Em + a(s) – na(s)
Em + um – num
Em + uma – numa
Em + uns – nuns
Em + umas – numas

A + ARTIGO FEMININO

A + à(s) – à(s)

PER (POR) + ARTIGOS

Per + o – pelo(s)
Per + a – pela(s)

DE + PRONOME INDEFINIDO

De + outro – doutro(s)
De + outra – doutra(s)

EM + PRONOME DEMONSTRATIVO

Em + este(s) – neste(s)
Em + esta(s) – nesta(s)
Em + esse(s) – nesse(s)
Em + aquele(s) – naquele(s)
Em + aquela(s) – naquela(s)
Em + isto – nisto
Em + isso – nisso
Em + aquilo – naquilo

A + PRONOME DEMONSTRATIVO

A + aquele(s) – àquele(s)
A + aquela(s) – àquela(s)
A + aquilo – àquilo

Assunto da Mensal 1!
Estudar nunca é demais!
Abraços, Carol.


PESQUISEM SOBRE ESSA IMAGEM!

sábado, 19 de abril de 2008

Evite a redundância!

O uso de palavras supérfluas, inúteis ou desnecessárias nas frases caracteriza a redundância.
Atenção aos erros mais comuns.
"Há dois meses atrás": tanto como atrás indicam passado. Não use os dois juntos. Ele chegou há dois meses ou Ele chegou dois meses atrás.
"Entrar dentro da área": ninguém entra fora. Portanto: Entrar na área. Da mesma forma são condenáveis: sair fora; subir para cima; descer para baixo.
"Já não há mais motivos": já e mais têm a mesma função. Não há mais motivo ou Já não há motivo.
"Elo de ligação": elo já indica ligação. Ele é o elo entre a empresa e os funcionários. Atenção também para "viúva do falecido" - não há viúvos sem falecidos; "ganhar grátis" - não se ganha pagando; "habitat natural" - todo habitat é natural.
"Lançar novos produtos": impossível lançar velhos produtos.
"Planos para o futuro": não há planos para o passado.
Entre outros...
Atenção!!!
beijos..

terça-feira, 15 de abril de 2008

O operário em construção - Vinicius de Moraes



O operário em construção

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo de religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia ...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção.
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
Exercer a profissão
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
"Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
-Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão, porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

18AMJ - 2007 - Saudades!




Estudo Errado - Gabriel O Pensador
Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

Refrão

Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...

Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.


SAUDADES DE VOCÊS MENINOS!
ABRAÇOS, CAROL.

Como escrever bem uma redação!



Os grandes escritores possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.
O aluno, todavia, não possui muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, ainda, início, desenvolvimento e fecho. Todos esses nomes referem-se aos mesmos elementos. Parece-nos que irrelevante o nome que cada pessoa atribui. O importante é que as pessoas saibam que elas devem existir em sua redação.
Vejamos, sucintamente, cada uma delas.

INTRODUÇÃO (início, começo)

Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver.
Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação dever ter trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória.

DEFEITOS A EVITAR

I. Iniciar uma idéia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação.
II. Iniciar com digressões (o início dever ser curto).
III. Iniciar com as mesmas palavras do título.
IV. Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento de primeira frase.
V. Iniciar com chavões
Exemplos:
- Desde os primórdios da Antigüidade...
- Não é fácil a respeito de...
- Bem, eu acho que...
- Um dos problemas mais discutidos na atualidade...

DESENVOLVIMENTO (meio, corpo)

A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma.

DEFEITOS A EVITAR

I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão.

CONCLUSÃO (desfecho, final)

Assim como a introdução, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.
Na conclusão, nossas idéias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.
Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato.

DEFEITOS A EVITAR

I. Não finalizar (é o principal defeito)
II. Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo"


Ok? Vamos colocar em prática?
Que tal fazer uma redação sobre..hummmmmmmm
Os brasileiros falam o mesmo "português"?

Enviem suas redações para mim!
Abraços, Carol.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"A escola não educa, ela qualifica o aluno educado".



Pais, educadores e professores


Em minha modesta opinião, os verdadeiros educadores são os pais. Rejeito o título de educadora. Sou professora, talvez seja educadora dos meus próprios filhos, quando os tiver.
Segundo Içami Tiba, com vários livros lançados sobre o assunto como, por exemplo, "Quem Ama Educa" e vários outros, na verdade: "a escola não educa, ela qualifica o aluno educado".

Como educar um filho?

A "professora" Suzana Hereculano-Houzel (doutora em Neurociências pela Université Paris VI, mestra em Ciências pela Case Western Reserve University (Estados Unidos) e bióloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro dá algumas dicas de como educar não só um filho, mas, a você.

CUIDE BEM DE SUA SAÚDE FÍSICA

O cérebro precisa do corpo. Investir na saúde corporal proporciona grandes benefícios para a saúde desse órgão ao longo de toda a vida, sobretudo na velhice. Os problemas do corpo doem no cérebro – é preciso saber respeita-los e trata-los rapidamente. Tudo está bem quando o corpo e a mente vão bem.

IDENTIFIQUE E CULTIVE OS SEUS PRAZERES

Longe de ser um luxo, a sensação de prazer é a base do bem-estar. A antecipação de um mínimo de prazer o de satisfação com o dia que teremos pela frente é o que nos tira da cama pela manhã. É também o que chamamos motivação. Essa busca pelo bem-estar é o que nos move. Encontrar prazer na vida é um enorme passo em direção à saúde desse órgão. Procure identificar as suas fontes de prazer e cultive-as: relações de amizade, relacionamentos amorosos, trabalho, lazer e exercício físico e mental.

OUÇA SUA EMOÇÕES

O estado do corpo é a base das emoções: sentir uma emoção é detectar as mudanças efetuadas no corpo pelo cérebro. Hoje se aceita que as emoções são parte fundamental das boas decisões. Elas nos informam de imediato sobre o resultado de experiências semelhantes que vivemos no passado, antes mesmo que tenhamos tempo de pensar “racionalmente”; portanto, devem sempre ser levadas em consideração. Se “alguma coisa” lhe diz não, ouça: é o seu corpo mandando avisos ao cérebro.

SORRIA E BUSQUE A FELICIDADE

A felicidade é o estado em que fica o cérebro que vê tudo dando certo. Além de mudar o cérebro, ela afeta o corpo e o torna mais saudável. Se tudo está correndo bem e você está cheio de energia, ótimo. Em alguns casos, no entanto, a felicidade e a motivação são desmedidas, exageradas, e não refletem a realidade da vida. Isso é uma indicação de mania, condição que, à primeira vista, parece benção, mas que se transforma rapidamente em maldição.

SAIBA A DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

A tristeza é uma emoção importante e útil. Em algumas situações extremas, a tristeza profunda é a única resposta razoável de um cérebro saudável e não deve ser confundida com depressão. Ela é perfeitamente justificável e tem que ser respeitada. A depressão é a tristeza despropositada e precisa ser tratada como caso clínico.

TENHA UMA ATITUDE POSITIVA

Uma atitude positiva em relação a vida é fundamental. O otimismo favorece a ativação antecipada do sistema de recompensa, aumenta a satisfação com os feitos alcançados, amplia as chances de fazermos algo realmente dar certo, nos permite lidar melhor com situações negativas e até intensifica a resistência a doenças.

TIRE PROVEITO DO ESTRESSE AGUDO

É essencial que o cérebro e o corpo saibam identificar situações ameaçadoras e reagir de acordo – e “de acordo” é justamente a resposta ao estresse. Se o cérebro não fosse capaz de distinguir situações estressantes e reagir a elas, mal chegaríamos de pé ao fim do dia. Por isso, uma resposta adequada é vital. O estresse agudo tem efeitos benéficos sobre a memória e sobre a resposta imunológica. A reação imediata ao estresse é altamente desejável: se não for muito intensa, ela facilita a memória e aumenta a imunidade.

APRENDA A LIDAR COM A ANSIEDADE

Além de simplesmente reagir, o cérebro sabe antecipar possíveis situações estressantes. Algumas preocupações são saudáveis e geram um estado de estresse antecipado, chamado de ansiedade, que pode ser percebido como indesejável. Em doses saudáveis, no entanto, essa habilidade é uma benção, pois evita que o cérebro se coloque em situações problemáticas. Preocupar-se é importante – desde que nas horas certas.

FAÇA AS PÁZES COM OS REMÉDIOS

O bom funcionamento do cérebro depende de um equilíbrio químico muito delicado, mantido com todo o cuidado por esse próprio órgão. Às vezes, em decorrência de variações genéticas, estresse intenso ou doenças adquiridas, é necessário obter ajuda externa para encontrar e manter esse equilíbrio por meio de medicamentos que interferem na química cerebral. Algumas pessoas resistem a usar esses remédios, enquanto outras acreditam, equivocadamente, que os fitoterápicos são uma alternativa mais segura. Há, ainda, quem fique tentado a consumir medicamentos em busca de melhorias na memória e na capacidade de atenção normais – mas alterar sem necessidade o equilíbrio natural do cérebro não é uma boa idéia.

COMBATA O ESTRESSE CRÔNICO

O estresse vira vilão quando se torna crônico ou impossível de evitar: queremos nos livrar dele, mas não conseguimos. Uma resposta prolongada e exagerada ao estresse acaba por tornar ruim para o corpo e o cérebro tudo o que inicialmente era bom. A melhor maneira de não sofrer com o estresse crônico é impedir que ele aconteça. Se isso for inviável, será preciso aprender a lidar bem com ele.

EXERCITE-SE REGULARMENTE

Além de promover a saúde cardiovascular e, portanto, também a do cérebro, o exercício fisco intenso é um dos melhores estabilizadores de humor que a neurociência moderna conhece. A atividade aeróbica combate a depressão e a ansiedade, promove a produção de neurônios novos no hipocampo, melhora a memória e aumenta a liberação de substâncias neuroprotetoras, isto é, aquelas que mantêm os neurônios saudáveis. Pelos seus efeitos sobre o corpo e o cérebro, o exercício físico regular é o que existe de mais próximo de um elixir da juventude.

DURMA BEM E BASTANTE

O sono é fundamental para o bem-estar. Quando dormimos, o cérebro descansa, mesmo sem parar de funcionar, e reorganiza as memórias do dia. A falta de sono causa um estresse intenso a esse órgão, além de uma série de problemas, inclusive de memória. O sono é tão importante que é auto-regulado: quanto menos dormimos, mais precisamos dormir.

EDUQUE-SE E ASSUMA RESPONSABILIDADES

O cérebro tem uma capacidade incrível de aprender e dispõe de tudo o que precisa para isso: o gosto pelo desafio, o poder de usar a atenção para filtrar as informações irrelevantes e a capacidade de se lembrar do que foi importante. Desenvolver as suas habilidades mentais – ou seja, educar-se – é um excelente meio de tornar o seu cérebro ainda mais capaz de resolver problemas, ampliar as suas capacidades e prolongar o bem-estar e a vida. Além disso, a instrução é uma maneira de obter controle sobre a própria vida, assumir responsabilidades e progredir socialmente, o que contribui muito para o bem-estar.

CULTIVE OS SEUS RELACIONAMENTOS

Ocupar uma posição de subordinação numa escala hierárquica é uma fonte importante de estresse social, mas não é a única. Mamíferos sociais, como o homem, não foram feitos para ficar sozinhos, e o isolamento é um dos mais intensos fatores de estresse social. Saber que contamos com o apoio de amigos e familiares é fundamental. Além disso, o contato humano, na forma de abraços, beijos e carinhos, garantem ao cérebro que não estamos sós no mundo.

BUSQUE E OFEREÇA CARINHO

Talvez a maior descoberta da neurociência nos últimos tempos seja o impacto do carinho sobre o cérebro. Na infância, ele é a melhor indicação que o bebê tem de que conta com alguém que o aquece, protege e alimenta. Além disso, receber carinho nessa época ajuda o cérebro a formar uma resposta saudável ao estresse. Na vida adulta, o carinho é uma maneira poderosa de regular a ansiedade e respostas exageradas ao estresse de maneira geral. O mais importante, contudo, é que o carinho se autopropaga: cérebros que o recebem se tornam mais carinhosos. Conquistar o bem-estar e dar carinho aos nossos filhos é investir desde já no bem-estar dos nossos netos. "

Fotos dos alunos da CMJ







JOÃO FERDINAND, ÉRICLES, ÍCARO, CAIO E MARCONI.

___~~~***___ALUNOS___***____

são o futuro
sentado bem
na nossa frente
alunos
são o passado
passando bem
na cabeça da gente
alunos
respondem presente
têm dúvidas
são insistentes
às vezes
dormem
riem
choram
mas sempre
seguem em frente

deixando a nós
professores
senhores do engenho
engenhosamente sozinhos
em nossos ninhos
vazios
de sementes.


Tião Martins

Se roubarem seu celular....




Galerinha, é sério!

Fiz o teste e funcionou!

Achei essa informação em um outro blog e resolvi postá-la para vocês, até porque, sei que a maioria de vocês tem celular!

Agora, com esta história do ‘chip’, o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou. É só ele comprar um novo chip por um preço médio de R$30,00 em uma operadora e o instalar no aparelho roubado. Com isso, está generalizado o roubo de aparelhos celulares. Segue então uma informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam. Uma espécie de vingança para quando roubarem celulares.
Para obter o número de série do seu telefone celular (GSM), digite *#06# Aparecerá no visor um código de algarismos com 15 dígitos. Este código é único!!!
Escrevam-no e conservem-no com cuidado!!! Se roubarem seu celular, telefone para sua operadora e informem este código. O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o ‘chip’.. Provavelmente não recuperarão o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.
Se todos tomarem esta precaução, imagine, o roubo de celulares se tornará inútil.
Divulgue para todos e anote o seu número de série!!!

Atenção galerinha!

Repassem essa informação!

beijos

Caroline Ferreira

Oração do Educador



SENHOR, DIANTE DE VÓS, COM MEUS ALUNOS, TOMO CONSCIÊNCIA DE MINHA RESPONSABILIDADE E DE MINHAS LIMITAÇÕES COMO EDUCADOR E COM ELES, PROCURO A RESPOSTA.
SEI QUE ESTA RESPOSTA SÓ SERÁ VERDADEIRA SE FOR ABERTURA E SERVIÇO.
SEI QUE VIVO NUM MUNDO COMPLEXO, APRESSADO, POLUÍDO, EGOÍSTA…
POR ISSO, QUERO SER SIMPLES, CALMO, ABERTO. SENHOR, NO DIÁLOGO CONSTANTE E AMOROSO COM MEUS ALUNOS, PROCURO A LIBERTAÇÃO DO MEU EGOÍSMO PARA ME COMUNICAR, PARA VALORIZAR OS QUE SÃO MOTIVO DE MINHA VOCAÇÃO.
SENHOR, PARA UMA MELHOR INTEGRAÇÃO DOS HOMENS ENTRE SI E CONVOSCO, QUERO FAZER DA CIÊNCIA, UM DIÁLOGO; DA MINHA AULA, UM LAR; DE MEUS ALUNOS, AMIGOS; DE MINHA VIDA, UM DOM.
TRAGO NOS OLHOS E NO CORAÇÃO O NOME, A FAMÍLIA, O MUNDO DE CADA UM.
SENHOR, COMO AGENTE DA HISTÓRIA QUE SOU, DE MIM DEPENDERÁ DEIXAR O MUNDO UM POUCO MELHOR, DE MIM DEPENDERÁ A PARTICIPAÇÃO DE MEUA ALUNOS NA CONSTRUÇÃO DO PARAÍSO, QUE COMEÇA AQUI E SEMPRE.
AMÉM
(AUTOR DESCONHECIDO)
Professora Caroline!

A maldição de Édipo




SÓ O RESUMO DA VIDA DE ÉDIPO!
Édipo é um personagem de um conto grego. Famoso por matar o pai e casar-se com a própria mãe. Filho de Laio e de Jocasta, pai de Etéocles, Ismênia, Antígona e de Polinice.
Segundo a lenda grega, Laio o rei de Tebas havia sido alertado pelo Oráculo de Delfos que uma maldição iria se concretizar: Seu próprio filho o mataria e que este filho se casaria com a própria mãe.
Por tal motivo, ao nascer Édipo, Laio abandonou-o no monte Citerão pregando um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi recolhido mais tarde por um pastor e batizado como Edipodos, o de “pés-furados”, que foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos. No caminho, Édipo encontrou um homem e, sem saber que era o seu pai, brigou com ele e o matou, pois, Laio o mandou sair de sua frente.
Após derrotar a Esfinge que aterrorizava Tebas, que lançara um desafio (”Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?”), Édipo conseguiu desvendar, dizendo que era o homem. “O amanhecer é a criança engatinhando, entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa a bengala”.
Conseguindo derrotar o monstro ele seguiu à sua cidade natural e casou-se “por acaso” (já que ele pensava que aqueles que o haviam criado eram seus pais biológicos) com sua mãe, com quem teve quatro filhos. Aquando da consulta do oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho, ela comete suicídio e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe.
Anos mais tarde, após renunciar ao trono, foi expulso de seu reino pelos filhos Polinice e Etéocles. Já velho e cego foi acompanhado em seu exílio pela fiel filha Antígona até morrer em Colono anos mais tarde.
A história está recolhida em Édipo Rei e Édipo em Colono de Sófocles. Vários escritores retomaram o tema, que também inspirou Igor Stravinsky para a composição de um oratório.
OUTRO RESUMO…
Filho de Laio e de Jocasta, herdeiro da maldição que assolava os Labdácias, foi abandonado ao nascer no Monte Citerão, já que Apolo havia predito a seu pai que se ele gerasse um filho, este o mataria. O criado, encarregado de executar essa missão perfurou-lhe os pés com um gancho de forma a poder suspender o menino numa árvore. Isso explica o fato pelo qual, ao ser encontrado por alguns pastores, foi chamado Édipo, que em grego significa “pés inchados”. Foi levado ao rei de Corinto, Pólibo, que, por não ter filhos, embora fosse casado com a rainha Peribéia,o adotou. Em certa ocasião, o jovem participava de um banquete, quando um coríntio referiu-se indiscretamente ao jovem como filho postiço. Intrigado, Édipo resolveu consultar o oráculo de Delfos para saber sua real origem. Além de não obter uma resposta precisa, o jovem se defrontou com uma revelação aterrorizante.
A resposta que Édipo recebeu é que, não somente mataria seu pai, mas desposaria sua própria mãe, gerando uma raça maldita. No intuito de evitar uma tragédia, desesperado resolveu fugir de Corinto, deixando para trás Pólibo e Peribéia, quem de fato acreditava serem seus pais verdadeiros. À caminho da Fócida, onde os caminhos de Cáulis e Tebas se bifurcam, o pobre rapaz se deparou com Laio e sua escolta, composta por quatro pessoas além do rei: o arauto, um cocheiro e mais dois escravos. Este, cheio de impáfia, ordenou-lhe que desse passagem ao rei de Tebas. Como Édipo se recusasse sequer a alterar o passo, teve um de seus cavalos executados pelo rei. Ignorando a verdadeira identidade do rei, Édipo com o auxílio de sua arma, a bengala que o amparava no caminhar, e com grande violência, matou a golpes Laio.
Chegando à Tebas, deparou com a Esfinge, monstro que vinha assolando a cidade há tempos. Descendente de uma família de monstros, sua mãe, Equidna, corpo de mulher e cauda de serpente que devorava todos os viajantes que dela se aproximassem. Ortro uniu-se a própria mãe, e dessa forma, tornou-se ao mesmo tempo pai e irmão da Esfinge. Esta havia sido enviada por Hera à cidade de Tebas para punir o rei Laio, responsável pelo suicídio de Crísipo, filho de Pélops. Misto de vários animais, a Esfinge tinha a cabeça e o busto de mulher, as patas de leão, o corpo de cão, cauda de dragão e asas como as das Hárpias.
Instalada à entrada da cidade, mais precisamente no Monte Ficeu, propunha aos forasteiros que ali chegavam um enigma de grande complexidade e de difícil resolução. Os que não fossem capazes de decifrá-lo eram sumariamente eliminados, pois a criatura além de matar, devorava sua vítima. O monstro já havia feito muitas vítimas e os habitantes estavam alarmados quando Édipo, buscando exílio, chegou à Tebas. Ao enfrentá-la, foi recebido com a seguinte pergunta: “Qual é o animal que pela manhã tem quatro pés, ao meio dia dois e à tarde três?” Édipo sem dificuldade respondeu que este animal era o homem, que na infância engatinha, depois passa a caminhar com os dois pés e na velhice, com o peso dos anos, necessita de uma bengala, ou seja, de uma terceira perna para se sustentar. Como já estava previsto pelo destino que no dia que alguém lograsse decifrar seu enigma a Esfinge morreria, esta, precipitou-se do alto de um precipício e morreu espatifada contra os rochedos.
Aclamado pela população agradecida, tornou-se rei, e, por conseguinte, recebeu também a mão da rainha Jocasta em casamento. Em outras palavras, Édipo cumpriu a segunda e última parte da profecia, pois ao casar-se com a rainha, desposava na verdade, sua própria mãe. Quatro filhos foram gerados desta união: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismena. O rei de Tebas reinou durante anos tranqüilamente até o dia em que a população local começou a ser assolada por uma peste. O oráculo, novamente consultado, declarou que para cessar a epidemia, se fazia necessário encontrar o assassino de Laio e baní-lo definitivamente de Tebas. Tirésias, o grande vidente cego, trazido até a corte revelou a verdade sobre o crime e esclareceu a identidade e a história de Édipo. Jocasta, humilhada e sem poder suportar a vergonha, suicidou-se. Édipo, ao lado do corpo de sua mãe, vazou seus olhos. Expulso da cidade por Etéocles e Polinice, partiu para o exílio acompanhado por Antígona que o guiou até a Ática, onde foi acolhido por Teseu .
Tempos depois, seus filhos e Creonte, irmão de Jocasta, tentaram convencê-lo de regressar à Tebas, pois um oráculo havia predito que onde estivesse localizada sua tumba, os deuses dedicariam especial proteção. Inútil, porque Édipo, recusou-se terminantemente a realizar-lhes o desejo e viveu seus últimos dias em Colona, localidade situada próximo à Atenas. Foi por esse motivo que a cidade sempre logrou sair vitoriosa nas disputas contra Tebas.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ÉDIPO
Os personagens da mitologia grega exerceram sempre forte atração sobre a cultura do Ocidente. Entre eles, a figura de Édipo merece destaque especial pelo constante fascínio e pelas inúmeras interpretações de que foi objeto.
A primeira menção escrita à tragédia de Édipo aparece num trecho da Odisséia, de Homero, mas a lenda, de origem provavelmente muito remota, inspirou outros autores antigos, cujos trabalhos se perderam. Sófocles, no século V a.C., narrou a história do personagem em três de suas obras mais notáveis: Édipo rei, Édipo em Colona e Antígona.
Édipo, cujo nome significa “o de pés inchados”, era filho dos reis de Tebas, Laio e Jocasta (a quem Homero chamou Epicasta). O oráculo do deus Apolo em Delfos profetizou que, quando chegasse à idade adulta, ele mataria o pai e se casaria com a mãe. Laio, horrorizado, ordenou que o filho fosse abandonado no bosque, com os tornozelos amarrados por uma corda. Um pastor encontrou a criança ainda com vida e levou-a a Corinto, onde foi adotada pelo rei Políbio.
Já adolescente, Édipo ouviu também a profecia do oráculo e, acreditando-se filho de Políbio, fugiu de Corinto para escapar ao destino. No caminho, encontrou um ancião acompanhado de vários servos. Desentendeu-se com o viajante e matou-o, sem saber que era seu verdadeiro pai, Laio. Ao chegar a Tebas, Édipo encontrou a cidade desolada. Uma esfinge às portas da cidade propunha aos homens um enigma e devorava os que não conseguiam decifrá-lo. A rainha viúva, Jocasta, prometera casar-se com quem libertasse a cidade desse monstro. Édipo decifrou o enigma e casou-se com sua mãe, consumando a profecia.
Desse matrimônio nasceram quatro filhos: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismene. Passado o tempo, uma peste assolou Tebas e o oráculo afirmou que só vingando-se a morte de Laio a peste cessaria. As investigações que se seguiram e as revelações do adivinho Tirésias demonstraram a Édipo e Jocasta a tragédia de que eram protagonistas. A rainha matou-se e Édipo vazou os próprios olhos e abandonou Tebas, deixando seu cunhado Creonte como regente. Acolhido em Colona, perto de Atenas, graças à hospitalidade do rei Teseu, Édipo morreu misteriosamente num bosque sagrado e converteu-se em herói protetor da Ática. A maldição de Édipo transmitiu-se a seus filhos, que tiveram igualmente destino trágico.
A tragédia de Édipo ilustra a impossibilidade do homem lutar contra o destino, valor situado na base da mentalidade grega, formada sob a égide da mitologia até o advento da filosofia. Das numerosas obras para teatro baseadas no mesmo mito destacam-se, entre os romanos, o Édipo de Sêneca e, entre os clássicos, a tragédia publicada por Corneille em 1659. No século XX, o compositor russo Igor Stravinski criou o oratório Édipo rei e os escritores franceses André Gide e Jean Cocteau retomaram o mito em obras literárias.
Freud, criador da psicanálise, renovou o interesse pelo tema ao designar como “complexo de Édipo” uma fase crucial do processo de desenvolvimento normal da criança: o desejo de envolver-se sexualmente com o genitor do sexo oposto, aliado a um sentimento de rivalidade em relação ao genitor do mesmo sexo.

Beijos, Carol.

Advérbio




De acordo com as circunstâncias que exprimem o advérbio pode ser classificado como: tempo, lugar, modo, afirmação, negação, dúvida e intensidade.

Mesmo sendo uma palavra invariável em número e gênero, o advérbio flexiona-se em grau. Igualmente aos substantivos admite em dois graus: comparativo e superlativo.

ADVÉRBIO
Ele bebeu muito. Adv. Intensidade
Na frase acima o advérbio muito está intensificando o sentido do verbo BEBER.
A banda chegou hoje.
Nessa outra frase o advérbio hoje acrescenta ao verbo CHEGAR uma circunstância de tempo.
Gil está muito alegre.
O advérbio muito está intensificando o adjetivo alegre.
A seleção jogou muito bem.
Na frase acima o advérbio muito está intensificando o advérbio de modo BEM.
Então, podemos concluir que:
Advérbio é uma palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.

CLASSIFICAÇÃO DO ADVÉRBIO
De acordo com as circunstâncias que exprimem o advérbio pode ser classificado:

CIRCUNSTÂNCIA ADVÉRBIO
Tempo Ontem, hoje, amanhã, breve, logo, antes, depois, agora, já, sempre, nunca, jamais, cedo, tarde, outrora, ainda, antigamente, novamente, brevemente, raramente.
Lugar Aqui, ali, aí, cá, lá, acolá, atrás, perto, longe, acima, abaixo, adiante, dentro, fora, além.
Modo Bem, mal, assim, depressa, calmamente, suavemente, alegremente.
Afirmação Sim, deverás, certamente, realmente, efetivamente.
Negação Não, tampouco.
Dúvida Talvez, quiçá, acaso, decerto, porventura, provavelmente, possivelmente.
Intensidade Muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, tão, tanto, meio.


DISTINÇÃO ENTRE ADVÉRBIO E PRONOME INDEFINIDO
Alguns advérbios podem ser confundidos com pronomes indefinidos; isso porque as palavras muito, bastante, etc., podem aparecer como advérbio e como pronome indefinido. Veja como diferencia-los:
Advérbio » modifica um verbo, adjetivo ou o próprio advérbio e não sofre flexão (em gênero e número).
Exemplo:
Ele bebeu muito.
Pronome indefinido » relaciona-se com substantivos e sofre flexões.
Exemplo:
As meninas caminharam muitos quilômetros.

FLEXÃO DO ADVÉRBIO
O advérbio é uma palavra invariável em número e gênero, mas é flexionado em grau.
Igualmente aos substantivos o advérbio admite dois graus: comparativo e superlativo.

GRAU COMPARATIVO
De igualdade: tão + advérbio + quanto (como).
Exemplo:
Roberto joga tão bem quanto Lúcio.
Ferrari anda tão depressa quanto Mclaren.
De inferioridade: menos + advérbio + que (do que)
Exemplo:
Milena é menos alta do que Ruth.
De superioridade
Analítico: mais + advérbio + que (do que)
Exemplo:
Alonso anda mais rapidamente que outros pilotos.
Sintético: melhor ou pior que.
Exemplo:
Igor dirige melhor que Fábio.
Fábio dirige pior que Igor.

GRAU SUPERLATIVO
ABSOLUTO
Analítico: acompanhado de outro advérbio.
Exemplo:
George dirige muito bem.
Sintético: formado com sufixos.
Exemplo:
Carlos fala baixíssimo.
Robson bebeu muitíssimo.
Na linguagem popular, alguns advérbios assumem forma diminutiva, mas com idéia de intensidade, a modo de superlativo.
Exemplos:
Você precisa acordar cedinho amanhã.
O shopping fica pertinho do trabalho.

LOCUÇÃO ADVERBIAL
São palavras que tem a função de advérbio e são iniciadas por preposição.
Exemplos:
O gol surgiu de repente.
Tivemos que sair às pressas.
Há crianças que morrem de fome.
As locuções adverbiais classificam-se como os advérbios, de acordo com as circunstâncias que exprimem.
Abaixo a relação de algumas locuções adverbiais:
Às vezes com certeza às cegas
À esquerda às claras a distância
Ao lado à direita às pressas
Ao vivo a pé à toa
De repente por ali por perto
Por fora sem dúvida em cima
De fome de medo

ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS
São advérbios interrogativos quando, como, onde, por que e se referem às circunstâncias de tempo, de modo, de lugar, e de causa, respectivamente. Podem aparecer tanto nas interrogativas diretas quanto nas interrogativas indiretas.
Interrogativa direta interrogativa indireta
Quando sairemos? Não sei quando sairemos
Como você caiu? Não sei como você caiu.
Onde você mora? Não sei onde você mora.
Por que você não veio? Não sei por que você não veio.

ADJETIVOS ADVERBIALIZADOS
Consideramos adjetivos adverbializados aqueles empregados com valor de advérbio. Por isso, são mantidos invariáveis.
Exemplos:
Os bombeiros chegaram rápido ao local do incêndio. (rapidamente)
A seleção venceu fácil o jogo. (facilmente)

PALAVRAS E LOCUÇÕES DENOTATIVAS
As palavras e locuções denotativas são classificadas à parte pela NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira) porque não se enquadram em nenhuma das dez classes gramaticais. Antigamente, eram consideradas advérbios, hoje são classificadas de acordo com o significado que elas expressam; por isso chamadas palavras denotativas e exprimem:
Adição: ainda, além disso.
Exemplo:
Jogou uma ótima partida e ainda tem fôlego para outra.
Afastamento: embora.
Exemplo:
Vamos embora daqui.
Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente.
Exemplo:
Felizmente tudo acabou bem.
Ainda bem que vencemos o jogo.
Designação: eis.
Eis o candidato que lhe falei.
Exclusão: somente, só, exclusive, exceto, senão, apenas, etc.
Exemplo:
Acertamos apenas dois números.
Explicação: isto é, por exemplo.
Exemplo:
Mereço um bom presente, por exemplo um carro.
Inclusão: até, ainda, também, inclusive.
Exemplo:
Consegui boas notas nas provas, inclusive em matemática.
Você também não foi trabalhar.
Limitação: só, somente, unicamente, apenas.
Exemplo:
Apenas você optou pela carreira acadêmica.
Só o comercial conseguiu atingir as metas.
Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes.
Exemplo:
O dia está quente, aliás, muito quente.
O Brasil jogou bem, ou melhor, deu aula de futebol.

Bom estudo e boa prova!
Professora Carol!

Verbo




Tentei resumir e explicar ao máximo, para que vocês possam entender!
Amores, é preciso que vocês se dediquem e estudem bastante para entender e assim aprender verbo! É preciso de muita leitura e atenção!
Macete: Estudem bastante as desinências dos tempos verbais, assim, falicitará a identificação não só do tempo mais do modo verbal também!
Bom estudo!

VERBO
HÁ TRÊS CONJUGAÇÕES PARA OS VERBOS DA LÍNGUA PORTUGUESA:
1º conjugação: verbos terminados em – AR
2º conjugação: verbos terminados em – ER
3º conjugação: verbos terminados em – IR
OBS: O verbo PÔR e seus derivados pertencem a 2ª conjugação, por si originarem do antigo verbo POER
ESTRUTURA DO VERBO
Há três elementos que encontramos na estrutura das formas verbais: o radical, a vogal temática e as desinências.
O radical é o portador do “sentido”, da “identidade” do verbo. Vamos tomar como exemplo alguns verbos e seus radicais.
Verbo Radical correspondente
Reagir Reag-
Entender Entend-
Participar Particip-
Supor Sup-

A vogal temática, por sua vez, é o elemento que permite a ligação entre o radical e as desinências. Em português reconhecemos três vogais temáticas:
 -a-, que caracteriza os verbos da primeira conjugação, a exemplo de participar, determinar, ofertar;
 -e-, que caracteriza os verbos da segunda conjugação, a exemplo de entender, surpreender, aquecer. Nesta conjugação incluem-se ainda os verbos que derivam de pôr (supor, compor), visto que sua vogal temática é -e-, cuja origem está na forma arcaica da língua portuguesa poer, do latim ponere;
 -i-, que caracteriza os verbos da terceira conjugação, a exemplo de reagir, partir, sorrir.
Dá-se ao conjunto formado pelo radical e pela vogal temática de um verbo o nome de tema.
Por fim, a desinência (ou terminação), elemento que, acrescentado ao tema, indica as flexões do verbo, que podem ser de número, pessoa, modo e tempo. Vamos tomar como exemplo para análise as seguintes formas:
 amaremos e amávamos
nas quais identificamos:
1) o radical am-
2) a vogal temática -a-
3) o elemento -mos, comum às duas formas e que, associado ao pronome nós, traz uma marca de pessoa (a primeira) e de número (plural);
4) o elemento -re- (variante de -ra-) em amaremos, que aparece em amarei, amarás, amará, amarão, sendo uma desinência de modo (indicativo) e de tempo (futuro de presente); por oposição ao elemento -va- em amávamos, que aparece em amava, amavas, amavam, sendo uma desinência de modo (indicativo) e de tempo (pretérito imperfeito).
PESSOA E NÚMERO DO VERBO
Quando conjugados, os verbos flexionam-se em pessoa a fim de evidenciar quem fala, para quem se fala ou aquele de quem se fala. Vamos observar os seguintes exemplos:
Eu trabalho. “Eu” indica a pessoa que fala.
Tu trabalhas. “Tu” indica um interlocutor direto, isto é, alguém para quem se fala.
Ele (ou ela) trabalha.
Eles (ou elas) trabalham. “Ele” ou “ela”, “eles” ou “elas” indicam que se fala sobre alguém, ou algo, que não participa diretamente da comunicação estabelecida entre as duas primeiras pessoas.
Nós trabalhamos. “Nós” indica que a pessoa que fala participa da comunicação juntamente com outros.
Vós trabalhais. “Vós” pode indicar que se fala para um ou para vários interlocutores diretos.

As formas eu, tu, ele, ela, eles, elas, nós e vós são denominadas pronomes pessoais, e indicam também o sujeito das frases às quais se referem.Designamos ainda os pronomes segundo seu número, sendo eu, tu e ele/ela, respectivamente, a primeira, a segunda e a terceira pessoa do singular; nós, vós e eles/elas, a primeira, a segunda e a terceira pessoa do plural.
O número do verbo: singular e plural.
1ª pessoa do singular – eu
2º pessoa do singular – tu
3º pessoa do singular – ele ou ela
1º pessoa do plural – nós
2º pessoa do plural – vós
3º pessoa do plural – eles ou elas
TEMPO E MODO DO VERBO
As marcas de tempo verbal situam o evento do qual se fala com relação ao momento em que se fala. Em português, reconhecemos três tempos verbais essenciais: o presente, o passado e o futuro.

Os modos verbais, relacionados aos tempos verbais, destinam-se a atribuir expressões de certeza, de possibilidade, de hipótese ou de ordem ao nosso discurso. São reconhecidas as formas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo.

O modo indicativo possui seis tempos verbais: o presente; o pretérito perfeito, o imperfeito e o mais-que-perfeito; o futuro do presente e o futuro do pretérito.O modo subjuntivo divide-se em três tempos verbais: presente, pretérito imperfeito e futuro.Por fim, o modo imperativo apresenta-se no presente e pode ser afirmativo ou negativo.
O MODO INDICATIVO E SEUS TEMPOS
 O presente pode ser empregado para:

a) indicar os eventos que se desenrolam simultaneamente ao momento em que o discurso é produzido:Estamos hospedados na casa de amigos.b) expressar ações habituais:Nós vamos ao cinema ao menos uma vez por semana.

c) narrar fatos passados, atribuindo-lhes atualidade, sendo chamado de presente histórico:

A Revolução de 1964 trata-se de um movimento político-militar deflagrado em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o governo do presidente João Goulart. Sua vitória provoca profundas modificações na organização política, econômica e social do país.

d) indicar um evento que pode realizar-se num futuro próximo:

Nós vamos à praia no próximo fim de semana.

e) expressar um conselho, uma ordem indireta ou um pedido:

Você começa essa dieta hoje!


 O pretérito perfeito expressa processos verbais concluídos e situados num momento determinado do passado:

José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1925. Formou-se em Direito e dedicou-se à carreira policial antes de tornar-se escritor.
 O pretérito imperfeito é utilizado para:

a) evocar a noção de continuidade, de processos que aconteciam no passado de maneira habitual ou constante:Quando menina, eu ia ao sítio dos meus avós durante as férias. Eles moravam no interior, onde eu encontrava uma vida diferente daquela que eu vivia na grande cidade. Lá, eu brincava e passava o tempo sem me preocupar com nada. Lá, eu era livre.b) reportar circunstâncias e o ambiente em que se desenrolavam as ações no momento em que se situa a narrativa:Fazia sol e estava calor. Trabalhávamos numa sala pequena e sem ar condicionado. Nós só pensávamos em praia e descanso.

B)fazer um pedido de maneira polida:

Eu queria pedir um favor a você.

d) expressar um processo em desenvolvimento quando da ocorrência de outro:

Quando cheguei em casa, Laura cozinhava nosso jantar.

Neste exemplo, o pretérito perfeito marca uma ação pontual (cheguei), e o pretérito imperfeito (cozinhava), um processo em desenvolvimento cujo início e fim não aparecem delimitados.


 O pretérito mais-que-perfeito é utilizado quando um dado processo é anterior a outro processo passado:

Quando Eugênio chegou no apartamento, percebeu que Ana estivera lá.Neste exemplo, a presença de Ana no apartamento é anterior à chegada de Eugênio.
 O futuro do presente pode ser empregado para:

a) indicar processos com forte possibilidade de realização para além do momento em que se fala:As inscrições para este concurso abrirão na próxima semana.b) expressar uma ordem de maneira enfática, assumindo um valor imperativo:Você entregará este relatório num prazo máximo de cinco dias.

Uma outra forma de expressar eventos futuros pode ser realizada com a combinação do verbo ir (conjugado no presente do indicativo) e do verbo principal (na sua forma infinitiva):

Ela vai sair com seus amigos esta noite.

De acordo com o contexto em que o discurso é produzido, esta opção tende a ser mais utilizada na linguagem oral e, também, na linguagem escrita.


 O futuro do pretérito é empregado para:

a) propor um pedido, uma solicitação ou um convite de maneira polida:Você poderia ajudar-me amanhã com estes relatórios?; Você gostaria de ir ao cinema comigo?b) expressar um conselho de maneira indireta:Você deveria comer menos.

c) exprimir um processo posterior a um momento anterior referido em nossa fala:

Ela percebeu que não conseguiria chegar a tempo.

d) expressar incerteza com relação a um determinado evento:

Quando o prédio foi atingido, estariam lá aproximadamente 100 pessoas.


O MODO SUBJUNTIVO E SEUS TEMPOS
 O presente do subjuntivo é geralmente utilizado quando desejamos expressar desejos, possibilidades, suposições, cuja concretização pode depender da realização de um outro processo. Desse modo, no exemplo:

Para que eu chegue lá a tempo, preciso pegar o metrô antes das seis.A concretização de uma possibilidade (chegar a tempo) está condicionada a um outro processo (pegar o metrô antes das seis).Ou ainda:Espero que eles gostem de frutas vermelhas. (desejo)

É provável que ele parta antes do anoitecer. (possibilidade)

Imagino que ela viaje sozinha. (suposição)


 O pretérito imperfeito do subjuntivo, quando empregado com o pretérito imperfeito do indicativo, expressa uma condição não realizável:

Se eu ganhasse muito dinheiro, viajaria pelo mundo todo. (mas eu não ganho muito dinheiro, então a viagem pelo mundo todo não acontece)Eu viria à festa se eu pudesse. (mas eu não posso)
 O futuro do subjuntivo expressa a possibilidade de realização dos eventos aos quais nos referimos, ainda não concretizados no momento em que falamos ou escrevemos:Quando você for ao Museu da Língua Portuguesa, ficará (vai ficar) impressionado.Aquele que vencer o concurso ganhará (vai ganhar) uma viagem para Buenos Aires.Antecedido pelo elemento “se” e associado ao futuro do presente do indicativo, exprime que há uma condição para que os eventos sejam concretizados:

Se você seguir estes conselhos, terá (vai ter) uma agradável surpresa.


O MODO IMPERATIVO
 O imperativo afirmativo possui as formas referentes a tu, você, vocês, nós e vós. É empregado quando desejamos expressar uma ordem, um pedido, uma súplica.
Conjugação tal como o presente do indicativo, menos o -s
Presente do indicativo Imperativo
Tu cantas Canta
Vós cantais Cantai

Conjugação idêntica ao presente do subjuntivo
Presente do subjuntivo Imperativo
Espero que você cante Cante
Espero que vocês cantem Cantem
Espero que nós cantemos Cantemos

 O imperativo negativo coincide com todas as pessoas do presente do subjuntivo.
Presente do subjuntivo Imperativo
Espero que tu cantes Não cantes
Espero que você cante Não cante
Espero que nós cantemos Não cantemos
Espero que vós canteis Não canteis
Espero que vocês cantem Não cantem

FORMAS NOMINAIS DO VERBO
São três as formas nominais do verbo, que não apresentam flexão de tempo e modo, perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. Por serem tomadas como nomes (substantivos, adjetivos e advérbios), recebem o nome de formas nominais.
As 3 formas são:
Infinitivo: indica a ação propriamente dita, sem situá-la no tempo, desempenhando função semelhante a substantivo.
É preciso aumentar o número de verbetes.
O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa, constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal.
É melhor estudarmos agora. (infinitivo pessoal, com sujeito nós implícito).
Viver aqui é muito bom. (infinitivo impessoal)

Particípio: indica uma ação já acabada, finalizada, adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou advérbio.
Finalizado o concurso, os ganhadores serão notificados.
Gerúndio: indica uma ação em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho, quando adquire uma função de advérbio.
Estou finalizando os exemplos deste verbete. (tempo composto)
Fazendo teu trabalho antecipadamente, não terás preocupações. (gerúndio sozinho com função de advérbio).

LOCUÇÕES VERBAIS
Locução verbal é a reunião de vocábulos em que aparece mais de um verbo (flexionado + forma nominal).
Nas locuções verbais, há um verbo que concentra em si o sentido mais relevante da ação praticada ou recebida pelo sujeito, denominado principal, e outro que o acompanha, chamado auxiliar, que encerra idéia acessória.
Embora haja outros verbos que podem comportar-se como tal, os auxiliares são quatro: ter, haver, ser e estar. Em “Eu tinha feito a mesma proposta”, o núcleo do predicado verbal não é “tinha” nem “feito”, mas tinha feito. A conjugação aí é composta – tinha feito –, cujo sujeito é “eu”. Outros exemplos: “Já havíamos saído quando você chegou”, “Vou liberar as páginas hoje mesmo”, “Você deveria ter sido promovido no ano passado” , “Carlos está estudando agora”, “Elisete vem a ser minha prima em segundo grau”.
Agora, atenção:

• Nos tempos compostos integrados pelos auxiliares “ter” e “haver”, o verbo principal no particípio permanece no masculino singular:
“Paulo e Norma têm viajado muito” “As irmãs haviam feito o possível para ajudá-lo”.
Repare na diferença entre “Tenho escrito cartas” e “Tenho cartas escritas”.
Com os auxiliares “ser” e “estar”, o particípio, que assume função adjetiva, concorda em gênero e número com o vocábulo a que se refere:
“Os deputados são pagos para trabalhar”
“Minhas filhas estão matriculadas em bom colégio”.
Se o verbo principal é forma infinitiva, permanece invariável: “Alberto e João Carlos continuam a faltar às aulas” e “Devíamos estar bêbados para fazer aquela algazarra”. É, pois, incorreta e descabida a flexão do infinitivo em construções como “continuam a faltarem” ou “devíamos estarmos”. Isto porque aí o infinitivo agrega-se ao verbo de que depende, em outras palavras, tem-se, na prática, um só verbo. Por isso, apenas o auxiliar se flexiona.
· Quando o verbo principal é impessoal, o auxiliar também se impessoaliza e permanece invariável na terceira pessoa do singular: “Poderia haver mais pessoas lá dentro” e “Apesar dos prejuízos que possa ter havido, a loja continuou aberta”.

Pronto galerinha!
Espero que tenham aprendido!
Boa sorte e boa prova!
Professora Carol.

Mitologia Grega


ULISES

MITOLOGIA GREGA
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral. Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.
Entendendo a Mitologia Grega.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram:

- Heróis: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa

- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

O Minotauro

É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos

De acordo com os gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos. Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos. Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos. De acordo com este povo, as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o de maior importância, considerado a divindade suprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Neste sentido, os heróis eram os filhos das divindades com os seres humanos comuns. Cada cidade da Grécia Antiga possuía um deus protetor.

Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Poseidon, por exemplo, era o representante dos mares e Afrodite a deusa da beleza corporal e do amor. A mitologia grega era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos absorveram o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses.
Conheça abaixo uma relação das principais divindades da Grécia Antiga e suas características.
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.
QUEM FOI ÍCARO?
Na mitologia grega, Ícaro (grego: Íkaros, língua etrusca: Vicare, alemão e inglês: Ikarus) ficou famoso pela sua morte por cair no Egeu quando a cera segurando suas asas artificiais derreteu.
Ícaro era filho de Dédalo, um dos homens mais criativos e habilidosos de Atenas. Um dos maiores feitos de Dédalo foi o labirinto do palácio do rei Minos de Creta, para aprisionar o Minotauro. Por ter ajudado Ariadne, a filha de Minos a fugir com Teseu, Dédalo provocou a ira do rei que, como punição, ordenou que Dédalo e seu filho fossem jogados no labirinto.
Dédalo sabia que sua prisão era intransponível, e que Minos controlava mar e terra, sendo impossível escapar por estes meios. “Minos controla a terra e o mar”, teria dito Dédalo, “mas não as regiões do ar. Tentarei este meio”.
Dédalo projetou asas, juntando penas de aves de vários tamanhos, amarrando-as com fios e fixando-as com cera, para que não se descolassem. Foi moldando com as mãos e com ajuda de Ícaro, de forma que as asas se tornassem perfeitas como as das aves. Estando o trabalho pronto, o artista, agitando suas asas, se viu suspenso no ar. Equipou seu filho e o ensinou a voar. Então, antes do vôo final, advertiu seu filho de que deveriam voar a uma altura média, nem tão próximo ao Sol, para que o calor não derretesse a cera que colava as penas, nem tão baixo, para que o mar não pudesse molhá-las. Dédalo levantou vôo e foi seguido por Ícaro.
Eles primeiramente se sentiram como deuses que haviam dominado o ar. Passaram por Samos, Delos e Lebinto.
Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do Sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção esquecendo-se das orientações de seu pai, talvez inebriado pela sensação de liberdade e poder. A cera de suas asas começou rapidamente a derreter e logo caiu no mar. Quando Dédalo notou que seu filho não o acompanhava mais, gritou: “Ícaro, Ícaro, onde você está?”. Logo depois, viu as penas das asas de Ícaro flutuando no mar. Lamentando suas próprias habilidades, enterrou o corpo numa ilha e chamou-a de Icaria em memória a seu filho. Chegou seguro à Sicília, onde construiu um templo a Apolo, deixando suas asas como oferenda.
QUEM FOI ORFEU?
Na mitologia grega, Orfeu era um poeta e um músico, filho da musa Calíope. Era o mais talentoso músico que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ele ganhou a lira de Apolo — alguns dizem que Apolo era seu pai.
Ele foi um dos 50 homens que atenderam ao chamado de Jasão, os argonautas, em busca do Velocino de Ouro. Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, posteriormente responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.
Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou. Por causa disso, as ninfas, companheras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.
Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.
Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.
Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o.
Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois, despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, “Eurídice! Eurídice!”
Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu a sua amada Eurídice.
Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.
Ahhh não esqueçam que narrador observador e personagem, também são assuntos que vão está na mensal 1. Portanto, vou deixar um resuminhos pra vocês.
O narrador-personagem conta na 1ª pessoa a história da qual participa também como personagem.
Ele tem uma relação íntima com os outros elementos da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais. Essa proximidade com o mundo narrado revela fatos e situações que um narrador de fora não poderia conhecer ao mesmo tempo essa mesma proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador.

O narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações. Ele conhece todos os fatos e por não participar deles, narra com certa neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das ações vivenciadas.

Pois é, galerinha!
Muita legal a mitologia grega não é?
Eu considero super interessante!

BEIJOS, CAROL.