quinta-feira, 10 de abril de 2008

Origem da Língua Portuguesa


A língua portuguesa é uma das cinco línguas mais faladas no mundo — cerca de 180 milhões de indivíduos a utilizam como língua materna. É a língua nacional de Portugal (incluindo Açores e Madeira ) e do Brasil, a língua oficial de vários países africanos — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe — onde convive com múltiplas línguas nacionais, e ainda sobrevive na Ásia — Macau e Goa — e na Oceania — Timor — como língua de grupos minoritários. (para maiores informações sobre os países que falam o português, visite o site da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)
A língua portuguesa pertence ao grupo das línguas românicas, ou neolatinas, e teve sua origem no latim falado, levado para a Península Ibérica por volta do século II a.C., como conseqüência das conquistas políticas do Império Romano. Originado no Lácio, na Itália Antiga, o latim expandiu-se por quase todo o mundo conhecido devido ao espírito de organização e domínio bélico e político-cultural de Roma (mapa do Império Romano no século II).
Sob o ponto de vista dos acontecimentos sociais e sua repercussão, da expansão territorial e do contato com outras línguas, a história das línguas românicas é constituída por dois momentos fundamentais: a romanização, em que as forças de unificação predominam sobre as de dispersão e a fragmentação, em que se observa o predomínio da diversificação sobre a concentração. Esses dois movimentos representam forças distintas que atuam no processo de variação e mudança lingüística: uma força centrípeta, da conservação, da unificação (normalmente exercida pelas instituições e mecanismos sociais de poder) e uma força centrífuga, de inovação, de diversificação (impulsionada pelas mudanças culturais, pelo uso cotidiano e pela interação com outras culturas). Na origem do português, a romanização é conseqüência da força política de Roma no processo de expansão do seu Império, e a fragmentação se realiza no fracionamento da România, como decorrência das invasões dos bárbaros, do seccionamento das províncias e da perda progressiva do poder romano sobre as regiões conquistadas.


Abraços, Carol!

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