quinta-feira, 10 de abril de 2008

Verbo




Tentei resumir e explicar ao máximo, para que vocês possam entender!
Amores, é preciso que vocês se dediquem e estudem bastante para entender e assim aprender verbo! É preciso de muita leitura e atenção!
Macete: Estudem bastante as desinências dos tempos verbais, assim, falicitará a identificação não só do tempo mais do modo verbal também!
Bom estudo!

VERBO
HÁ TRÊS CONJUGAÇÕES PARA OS VERBOS DA LÍNGUA PORTUGUESA:
1º conjugação: verbos terminados em – AR
2º conjugação: verbos terminados em – ER
3º conjugação: verbos terminados em – IR
OBS: O verbo PÔR e seus derivados pertencem a 2ª conjugação, por si originarem do antigo verbo POER
ESTRUTURA DO VERBO
Há três elementos que encontramos na estrutura das formas verbais: o radical, a vogal temática e as desinências.
O radical é o portador do “sentido”, da “identidade” do verbo. Vamos tomar como exemplo alguns verbos e seus radicais.
Verbo Radical correspondente
Reagir Reag-
Entender Entend-
Participar Particip-
Supor Sup-

A vogal temática, por sua vez, é o elemento que permite a ligação entre o radical e as desinências. Em português reconhecemos três vogais temáticas:
 -a-, que caracteriza os verbos da primeira conjugação, a exemplo de participar, determinar, ofertar;
 -e-, que caracteriza os verbos da segunda conjugação, a exemplo de entender, surpreender, aquecer. Nesta conjugação incluem-se ainda os verbos que derivam de pôr (supor, compor), visto que sua vogal temática é -e-, cuja origem está na forma arcaica da língua portuguesa poer, do latim ponere;
 -i-, que caracteriza os verbos da terceira conjugação, a exemplo de reagir, partir, sorrir.
Dá-se ao conjunto formado pelo radical e pela vogal temática de um verbo o nome de tema.
Por fim, a desinência (ou terminação), elemento que, acrescentado ao tema, indica as flexões do verbo, que podem ser de número, pessoa, modo e tempo. Vamos tomar como exemplo para análise as seguintes formas:
 amaremos e amávamos
nas quais identificamos:
1) o radical am-
2) a vogal temática -a-
3) o elemento -mos, comum às duas formas e que, associado ao pronome nós, traz uma marca de pessoa (a primeira) e de número (plural);
4) o elemento -re- (variante de -ra-) em amaremos, que aparece em amarei, amarás, amará, amarão, sendo uma desinência de modo (indicativo) e de tempo (futuro de presente); por oposição ao elemento -va- em amávamos, que aparece em amava, amavas, amavam, sendo uma desinência de modo (indicativo) e de tempo (pretérito imperfeito).
PESSOA E NÚMERO DO VERBO
Quando conjugados, os verbos flexionam-se em pessoa a fim de evidenciar quem fala, para quem se fala ou aquele de quem se fala. Vamos observar os seguintes exemplos:
Eu trabalho. “Eu” indica a pessoa que fala.
Tu trabalhas. “Tu” indica um interlocutor direto, isto é, alguém para quem se fala.
Ele (ou ela) trabalha.
Eles (ou elas) trabalham. “Ele” ou “ela”, “eles” ou “elas” indicam que se fala sobre alguém, ou algo, que não participa diretamente da comunicação estabelecida entre as duas primeiras pessoas.
Nós trabalhamos. “Nós” indica que a pessoa que fala participa da comunicação juntamente com outros.
Vós trabalhais. “Vós” pode indicar que se fala para um ou para vários interlocutores diretos.

As formas eu, tu, ele, ela, eles, elas, nós e vós são denominadas pronomes pessoais, e indicam também o sujeito das frases às quais se referem.Designamos ainda os pronomes segundo seu número, sendo eu, tu e ele/ela, respectivamente, a primeira, a segunda e a terceira pessoa do singular; nós, vós e eles/elas, a primeira, a segunda e a terceira pessoa do plural.
O número do verbo: singular e plural.
1ª pessoa do singular – eu
2º pessoa do singular – tu
3º pessoa do singular – ele ou ela
1º pessoa do plural – nós
2º pessoa do plural – vós
3º pessoa do plural – eles ou elas
TEMPO E MODO DO VERBO
As marcas de tempo verbal situam o evento do qual se fala com relação ao momento em que se fala. Em português, reconhecemos três tempos verbais essenciais: o presente, o passado e o futuro.

Os modos verbais, relacionados aos tempos verbais, destinam-se a atribuir expressões de certeza, de possibilidade, de hipótese ou de ordem ao nosso discurso. São reconhecidas as formas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo.

O modo indicativo possui seis tempos verbais: o presente; o pretérito perfeito, o imperfeito e o mais-que-perfeito; o futuro do presente e o futuro do pretérito.O modo subjuntivo divide-se em três tempos verbais: presente, pretérito imperfeito e futuro.Por fim, o modo imperativo apresenta-se no presente e pode ser afirmativo ou negativo.
O MODO INDICATIVO E SEUS TEMPOS
 O presente pode ser empregado para:

a) indicar os eventos que se desenrolam simultaneamente ao momento em que o discurso é produzido:Estamos hospedados na casa de amigos.b) expressar ações habituais:Nós vamos ao cinema ao menos uma vez por semana.

c) narrar fatos passados, atribuindo-lhes atualidade, sendo chamado de presente histórico:

A Revolução de 1964 trata-se de um movimento político-militar deflagrado em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o governo do presidente João Goulart. Sua vitória provoca profundas modificações na organização política, econômica e social do país.

d) indicar um evento que pode realizar-se num futuro próximo:

Nós vamos à praia no próximo fim de semana.

e) expressar um conselho, uma ordem indireta ou um pedido:

Você começa essa dieta hoje!


 O pretérito perfeito expressa processos verbais concluídos e situados num momento determinado do passado:

José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1925. Formou-se em Direito e dedicou-se à carreira policial antes de tornar-se escritor.
 O pretérito imperfeito é utilizado para:

a) evocar a noção de continuidade, de processos que aconteciam no passado de maneira habitual ou constante:Quando menina, eu ia ao sítio dos meus avós durante as férias. Eles moravam no interior, onde eu encontrava uma vida diferente daquela que eu vivia na grande cidade. Lá, eu brincava e passava o tempo sem me preocupar com nada. Lá, eu era livre.b) reportar circunstâncias e o ambiente em que se desenrolavam as ações no momento em que se situa a narrativa:Fazia sol e estava calor. Trabalhávamos numa sala pequena e sem ar condicionado. Nós só pensávamos em praia e descanso.

B)fazer um pedido de maneira polida:

Eu queria pedir um favor a você.

d) expressar um processo em desenvolvimento quando da ocorrência de outro:

Quando cheguei em casa, Laura cozinhava nosso jantar.

Neste exemplo, o pretérito perfeito marca uma ação pontual (cheguei), e o pretérito imperfeito (cozinhava), um processo em desenvolvimento cujo início e fim não aparecem delimitados.


 O pretérito mais-que-perfeito é utilizado quando um dado processo é anterior a outro processo passado:

Quando Eugênio chegou no apartamento, percebeu que Ana estivera lá.Neste exemplo, a presença de Ana no apartamento é anterior à chegada de Eugênio.
 O futuro do presente pode ser empregado para:

a) indicar processos com forte possibilidade de realização para além do momento em que se fala:As inscrições para este concurso abrirão na próxima semana.b) expressar uma ordem de maneira enfática, assumindo um valor imperativo:Você entregará este relatório num prazo máximo de cinco dias.

Uma outra forma de expressar eventos futuros pode ser realizada com a combinação do verbo ir (conjugado no presente do indicativo) e do verbo principal (na sua forma infinitiva):

Ela vai sair com seus amigos esta noite.

De acordo com o contexto em que o discurso é produzido, esta opção tende a ser mais utilizada na linguagem oral e, também, na linguagem escrita.


 O futuro do pretérito é empregado para:

a) propor um pedido, uma solicitação ou um convite de maneira polida:Você poderia ajudar-me amanhã com estes relatórios?; Você gostaria de ir ao cinema comigo?b) expressar um conselho de maneira indireta:Você deveria comer menos.

c) exprimir um processo posterior a um momento anterior referido em nossa fala:

Ela percebeu que não conseguiria chegar a tempo.

d) expressar incerteza com relação a um determinado evento:

Quando o prédio foi atingido, estariam lá aproximadamente 100 pessoas.


O MODO SUBJUNTIVO E SEUS TEMPOS
 O presente do subjuntivo é geralmente utilizado quando desejamos expressar desejos, possibilidades, suposições, cuja concretização pode depender da realização de um outro processo. Desse modo, no exemplo:

Para que eu chegue lá a tempo, preciso pegar o metrô antes das seis.A concretização de uma possibilidade (chegar a tempo) está condicionada a um outro processo (pegar o metrô antes das seis).Ou ainda:Espero que eles gostem de frutas vermelhas. (desejo)

É provável que ele parta antes do anoitecer. (possibilidade)

Imagino que ela viaje sozinha. (suposição)


 O pretérito imperfeito do subjuntivo, quando empregado com o pretérito imperfeito do indicativo, expressa uma condição não realizável:

Se eu ganhasse muito dinheiro, viajaria pelo mundo todo. (mas eu não ganho muito dinheiro, então a viagem pelo mundo todo não acontece)Eu viria à festa se eu pudesse. (mas eu não posso)
 O futuro do subjuntivo expressa a possibilidade de realização dos eventos aos quais nos referimos, ainda não concretizados no momento em que falamos ou escrevemos:Quando você for ao Museu da Língua Portuguesa, ficará (vai ficar) impressionado.Aquele que vencer o concurso ganhará (vai ganhar) uma viagem para Buenos Aires.Antecedido pelo elemento “se” e associado ao futuro do presente do indicativo, exprime que há uma condição para que os eventos sejam concretizados:

Se você seguir estes conselhos, terá (vai ter) uma agradável surpresa.


O MODO IMPERATIVO
 O imperativo afirmativo possui as formas referentes a tu, você, vocês, nós e vós. É empregado quando desejamos expressar uma ordem, um pedido, uma súplica.
Conjugação tal como o presente do indicativo, menos o -s
Presente do indicativo Imperativo
Tu cantas Canta
Vós cantais Cantai

Conjugação idêntica ao presente do subjuntivo
Presente do subjuntivo Imperativo
Espero que você cante Cante
Espero que vocês cantem Cantem
Espero que nós cantemos Cantemos

 O imperativo negativo coincide com todas as pessoas do presente do subjuntivo.
Presente do subjuntivo Imperativo
Espero que tu cantes Não cantes
Espero que você cante Não cante
Espero que nós cantemos Não cantemos
Espero que vós canteis Não canteis
Espero que vocês cantem Não cantem

FORMAS NOMINAIS DO VERBO
São três as formas nominais do verbo, que não apresentam flexão de tempo e modo, perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. Por serem tomadas como nomes (substantivos, adjetivos e advérbios), recebem o nome de formas nominais.
As 3 formas são:
Infinitivo: indica a ação propriamente dita, sem situá-la no tempo, desempenhando função semelhante a substantivo.
É preciso aumentar o número de verbetes.
O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa, constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal.
É melhor estudarmos agora. (infinitivo pessoal, com sujeito nós implícito).
Viver aqui é muito bom. (infinitivo impessoal)

Particípio: indica uma ação já acabada, finalizada, adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou advérbio.
Finalizado o concurso, os ganhadores serão notificados.
Gerúndio: indica uma ação em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho, quando adquire uma função de advérbio.
Estou finalizando os exemplos deste verbete. (tempo composto)
Fazendo teu trabalho antecipadamente, não terás preocupações. (gerúndio sozinho com função de advérbio).

LOCUÇÕES VERBAIS
Locução verbal é a reunião de vocábulos em que aparece mais de um verbo (flexionado + forma nominal).
Nas locuções verbais, há um verbo que concentra em si o sentido mais relevante da ação praticada ou recebida pelo sujeito, denominado principal, e outro que o acompanha, chamado auxiliar, que encerra idéia acessória.
Embora haja outros verbos que podem comportar-se como tal, os auxiliares são quatro: ter, haver, ser e estar. Em “Eu tinha feito a mesma proposta”, o núcleo do predicado verbal não é “tinha” nem “feito”, mas tinha feito. A conjugação aí é composta – tinha feito –, cujo sujeito é “eu”. Outros exemplos: “Já havíamos saído quando você chegou”, “Vou liberar as páginas hoje mesmo”, “Você deveria ter sido promovido no ano passado” , “Carlos está estudando agora”, “Elisete vem a ser minha prima em segundo grau”.
Agora, atenção:

• Nos tempos compostos integrados pelos auxiliares “ter” e “haver”, o verbo principal no particípio permanece no masculino singular:
“Paulo e Norma têm viajado muito” “As irmãs haviam feito o possível para ajudá-lo”.
Repare na diferença entre “Tenho escrito cartas” e “Tenho cartas escritas”.
Com os auxiliares “ser” e “estar”, o particípio, que assume função adjetiva, concorda em gênero e número com o vocábulo a que se refere:
“Os deputados são pagos para trabalhar”
“Minhas filhas estão matriculadas em bom colégio”.
Se o verbo principal é forma infinitiva, permanece invariável: “Alberto e João Carlos continuam a faltar às aulas” e “Devíamos estar bêbados para fazer aquela algazarra”. É, pois, incorreta e descabida a flexão do infinitivo em construções como “continuam a faltarem” ou “devíamos estarmos”. Isto porque aí o infinitivo agrega-se ao verbo de que depende, em outras palavras, tem-se, na prática, um só verbo. Por isso, apenas o auxiliar se flexiona.
· Quando o verbo principal é impessoal, o auxiliar também se impessoaliza e permanece invariável na terceira pessoa do singular: “Poderia haver mais pessoas lá dentro” e “Apesar dos prejuízos que possa ter havido, a loja continuou aberta”.

Pronto galerinha!
Espero que tenham aprendido!
Boa sorte e boa prova!
Professora Carol.

Um comentário:

thayna disse...

Ola!
professora Caroline eu adorei esse site pois me ajudou muito isso eu tenho certeza continue assim pq esse site é perfeitooo ....
adorei ♥
beijinhoos tatazinháh ...