quinta-feira, 29 de maio de 2008

ATIVIDADE POEMA E PREPOSIÇÃO

Língua Portuguesa e Produção Textual

* Leia o poema e responda as questões de 1ª a 4ª.
1- Crie versos para completar as estrofes do poema de Vinicius de Moraes, tentando, rimar a última palavra do segundo verso com a última palavra do primeiro

De tudo, ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
____________________________________
Que mesmo em face do maior encanto
____________________________________
Quero vivê-lo em cada vão momento
____________________________________
E rir meu riso e derramar meu pranto
____________________________________
E assim quando mais tarde me procure
____________________________________
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
____________________________________
Mas que seja infinito enquanto dure
(Vinicius de Moraes)

2 – Quantas estrofes e versos há no poema?


3 – Identifique no texto as palavras que rimam com:
a) atento ____________________________________________________________
b) canto _____________________________________________________________
c) procure____________________________________________________________
d) ama _____________________________________________________________

4- Marque a opção correta. O poema é um:
a) limeriques
b) quadrinhas
c) soneto
d) paródia

5- Quais são as características de um poema?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

*Leia o texto e responda a 1ª e 2ª questão.

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Vocabulário:
Hesitar: estar indeciso
Galante: elegante
Intróito: começo
Pentateuco – os cinco primeiros livros da Bíblia

6- Retire do texto todas as preposições e contrações.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7- “... levaram a adotar...”
“... a sua morte...”
As três ocorrências de a são respectivamente.
a) preposição e artigo
b) preposição e preposição
c) artigo e preposição
d) artigo e artigo

8- Indique a oração que apresenta locução prepositiva.
a) Havia objetos valiosos sobre a pequena mesa de mármore.
b) Sentou-se ao lado de sua amiga
c) Marcelo estudou na Europa por dois anos
d) Após tantos exames, passou na lanchonete.

9- As preposições podem apresentar entre outros, os seguintes valores semânticos.
Direção – tempo – associação – lugar – origem – posse – meio – finalidade
Quais desses valores as preposições destacadas apresentam?
a) “Respeito ao planeta” ____________________________________________________________________________
b) “As tardes de domingo” __________________________________________________________________________
c) “Compromisso com um futuro melhor” _____________________________________________________________
d) “Vamos à casa dos meus pais” ____________________________________________________________________

10- “Vou com você ao cinema para assistir ao filme”. As preposições em destaque são respectivamente.
a) companhia, destino e finalidade
b) finalidade, companhia e lugar
c) destino, tempo e finalidade
d) companhia, lugar e causa


Bom trabalho!

Respostas
1ª É só rimar as palavras:
atento, encanto, momento, pranto, procure, ama, tive
com outras palavras!
2ª 4 estrofes e 14 versos
3ª atento - pensamento, momento, contentamento
canto- tanto, encanto, pranto
procure - dure
ama - chama
4ª soneto
5º versos e estrofes
ritmo
rimas no final dos versos
imagens associadas aos sentidos
6ª contração - pelo, no
preposição - em, a, para, entre
7ª letra a (preposição e artigo)
8ª letra b - (sentou-se ao lado de sua amiga)
9ª a) direção
b) tempo
c) associação
d) lugar
10ª companhia, destino e finalidade

Fácil, fácil

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O que é um soneto?

É um poema que se estrutura formalmente em duas estrofes de quatro versos cada, os quartetos ou quadras, e duas estrofes de três versos cada, os tercetos - tendo, no todo, 14 versos.
Foi criado por Petrarca, escritor italiano. É importante notar que a forma de soneto "dois quartetos e dois tercetos", a mais consagrada na língua portuguesa, não é a única, havendo também sonetos de diversas divisões de estrofes, mas sempre com um total de 14 versos. Assim, existe o soneto inglês - usado por Shakespeare - e o soneto francês.
Os sonetos são poemas métricos cuja elaboração exige que todos os versos tenham o mesmo número de sílabas poéticas e um padrão definido de rimas. As métricas mais conhecidas e apreciadas são o decassílabo (10 sílabas poéticas) e o alexandrino ou dodecassílabo (12 sílabas poéticas), mas podem ser sonetos se contarem com mais ou menos sílabas.
Quanto à rima, é clássica a estrutura ABBA nas quadras, podendo os tercetos admitir variações de rimas emparelhadas, cruzadas e interpoladas.
O soneto possui uma estrutura lógica com uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, constituída pelo último terceto; esta última tomou o nome de "chave-de-ouro", porque se constitui como decodificadora do significado global do poema.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sociedade dos poetas mortos


Cinema é muito mais do que pipoca!

Sociedade dos poetas mortos!

Sinopse

Um carismático professor de literatura chega à um conservador colégio, onde revoluciona os métodos de ensino ao propor que seus alunos aprendam a pensar por si mesmos.
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".Dirigido por Peter Weir (O Show de Truman) e com Robin Williams e Ethan Hawke no elenco. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original.

Comentário
O professor John Keating entra na sala de aula assobiando, é o primeiro dia do ano letivo, passa pelos alunos e desperta olhares curiosos, encaminha-se para uma outra porta, de saída para o corredor, todos seus pupilos ainda estão de sobreaviso, curiosos e sem saber o que fazer. Keating olha para eles e faz um sinal, pedindo que os estudantes o acompanhem. Todos chegam a uma sala de troféus da escola, onde ao fundo podem ser vistas fotos de alunos, remontando ao início do século, fazendo-nos voltar ao começo das atividades da escola. Pede-se silêncio e, que a atenção de todos volte-se para os rostos de todos aqueles garotos que freqüentaram aquela tradicional instituição de ensino em outros tempos.
O que aconteceu com eles? Para onde foram? O que fizeram de suas vidas? Suas vidas valeram à pena? Perguntas como essas são lançadas aos alunos. Muito ainda sem saber o que estariam fazendo ali, afinal, não era para estarmos estudando literatura inglesa e norte-americana?
Desconforto e desconserto. O personagem do professor Keating, vivido pelo eclético e versátil (além de extremamente talentoso) Robin Williams, conseguiu o que queria. Deixou seus alunos em dúvida. Iniciou seu relacionamento com eles tentando demovê-los de sua passividade, provocando-os a uma reflexão sobre a vida. Afinal, será que estamos fazendo valer nossa existência? "Carpe Diem", ou seja, aproveitem suas vidas, passou a ser como uma regra de ouro a partir de então para alguns de seus alunos, afinal, vejam o exemplo daqueles que já estiveram por aqui (retratados nessas fotografias esmaecidas, amareladas) e pensem se vocês querem que o tempo passe e vocês venham a se tornar "comida de vermes" em seus caixões sem que nada do que tenham feito por aqui tenha repercutido (como, acreditem, muitos desses jovens das fotografias o fizeram, deixando passar a vida sem perceber a riqueza contida na mesma).
Para fazer com que suas existências tenham valor vocês devem viver com intensidade cada dia que lhes é dado, cada momento que lhes é concedido, cada experiência a qual tem acesso, diz com sabedoria inconteste o ilustre mestre Keating. Por isso, repete, "Carpe Diem".
O filme "Sociedade dos Poetas Mortos" mostra claramente o papel de aparelho ideológico que a escola assume.Naquela escola considerada o “padrão” da época, ordem, disciplina, eram usados no sentido de coibi a expressão e a valorização do pensamento livre. O diretor no início do filme deixa claro para os novos alunos que eles estão tendo uma oportunidade ímpar, pois estudar naquela instituição era privilégio de poucos. Segurando a vela o diretor diz aos alunos: “esta é a luz do saber”, como se até aquele momento eles nada soubessem.

O tipo de escola mostrada no filme era a de uma instituição tradicional, com metodologia tradicional arcaica, esfacela, com professores tradicionais, desatualizados, incompreensíveis, acomodados, enfim, tartarugas. Mas como toda regra tem uma exceção, chega à escola o professor Keating¸ que usando de criatividade determinação, competência, honestidade e valorização das experiências anteriores à escola, começa a instigar os alunos da escola para que percebam – ser sujeitos de sua aprendizagem e não apenas objeto.

A metodologia utilizada por Keating foi muito questionada pelos outros professores. Após Keating haver terminado a sua aula na pátio da escola, um dos professores o elogiou dizendo que a aula havia sido muito boa, no entanto, ele teria problemas mais a frente, uma vez que estava ensinando aos alunos coisas que poderia fazer com eles se revoltassem contra o próprio professor. Mas mostrando serenidade, humilde e sabendo de suas limitações, Keating responde que não deseja formar artistas, mas livres pensadores. A metodologia adotada pelo professor Keating desagradava profundamente à direção da escola que buscava uma forma para punir o professor inovador. O que chama muito a atenção é que mesmo existindo tantas formas de linguagem, tantos signos e código lingüísticos, é na arte que ele busca a sua inspiração para lecionar e refletir sobre o mundo. Os diversos poemas apresentados e as várias formas de interpretação que Keating os dava, fazia com que os textos tivessem vida o que facilitava o processo ensino-aprendizagem. Tal metodologia fazia das aulas dinâmica, participativa.
O filme é recheado de sensibilidade. Vemos claramente no filme a luta de Neil que deseja ser ator e foi tolhido pela família o que o faz tirar a própria vida, pois, até aquele momento, segundo o que deixará escrito: “não havia aprendido a viver”. Percebemos na atitude de Neil como os nossos alunos e nós mesmos nos sentimos quando somos privados de fazermos aquilo que realmente gostamos de fazer. Muitas vezes, diferente de Neil, não tomamos uma decisão trágica de forma imediata, mas, passamos a vida toda tentando compensar as nossas angústias e decepções. Vimos também no filme a importância da arte na vida das pessoas. Através dela Keating, consegui despertar a sensibilidade que repousava dentro de cada um. Fez – os perceber que não somos apenas razão, mas também sentimentos e que a vida precisa ser vivida intensamente, aproveitando um dia de cada vez (Carpem Diem). Através da arte, Keating os fez expressar – ri, porque o riso faz bem a saúde e a própria vida. Os fez perceber que todos nós somos capazes de dá grandes contribuições para a humanidade, pois cada um de nós é importante. Os alunos de Keating ao tomarem conhecimento da história e dos mistérios que envolviam a Sociedade dos poetas mortos, desejaram conhecer um pouco mais sobre o assunto. Aprenderam vivendo profundamente “a essência da vida” que palavras e idéia podem mudar o mundo. E é exatamente o que nós esquecemos muitas vezes. Que as nossas palavras têm poder e que podem mudar o mundo para melhor ou para pior.O filme é uma grande reflexão sobre a nossa prática pedagógica e sobre o tipo de escola que queremos e o mais importante, sobre que tipo de cidadão queremos ajudar a formar: um cidadão alienado ou um ser humano participativo, dinâmico que consegue não apenas se perceber no mundo para interagir criticamente com ele. Um ser humano que vê seus sonhos serem tolhidos ou alguém que nos agradecerá a vida toda pelas grandes contribuições dadas?
Premiações:
- Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, além de ter recebido outras 3 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Robin Williams).- Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Robin Williams) e Melhor Roteiro.- Ganhou o César de Melhor Filme
Estrangeiro.
Curiosidades: O diretor Peter Weir resolveu por rodar o filme em sua ordem cronológica para melhor capturar o desenvolvimento do relacionamento entre os jovens e o crescente respeito tido por eles junto ao Professor Keating.
Ficha TécnicaTítulo Original: Dead Poets SocietyGênero: DramaTempo de Duração: 129 minutosAno de Lançamento (EUA): 1989Estúdio: Touchstone Pictures Distribuição: Buena Vista PicturesDireção: Peter WeirRoteiro: Tom SchulmanProdução: Steven Haft, Paul Junger Witt e Tony ThomasMúsica: Maurice JarreDireção de Fotografia: John SealeDesenho de Produção: Wendy StitesDireção de Arte: Sandy VenezianoFigurino: Marilyn MatthewsEdição: William M. Anderson e Lee Smith

terça-feira, 6 de maio de 2008

"Trem de ferro"; "A arca de Noé" e "Isto ou aquilo"


Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
E vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Trem de ferro
Manuel Bandeira

Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isso maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora simVoa, fumaçaCorre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)
Oô...Foge, bichoFoge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!Oô...
(café com pão é muito bom)
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiáOô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sedeOô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de OuricuriOô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

A arca de Noé
Vinicius de Moraes

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu
Depois da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarcaNoé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terraPara plantar minhas vinhas!
"E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilhaBrilha o arco da aliança.
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigasDe fora a cabeça botam.
Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Vai! Não vai!
Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pelo
Pela terra prometida.
"Os bosques são todos meus!
"Ruge soberbo o leão"
Também sou filho de Deus!
"Um protesta; e o tigre
— "Não!"Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista
Na serra o arco-íris se esvai . . .
E . . . desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.


Amigos - Vinicius de Moraes

AMIGOS
VINICIUS DE MORES

Tenho amigos que não sabem oquanto são meus amigos.Não percebem o amor que lhesdevoto e a absolutanecessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento maisnobre do que o amor,eis que permite que o objeto delase divida em outros afetos,enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar,embora não sem dor,que tivessem morrido todos osmeus amores, mas enlouqueceriase morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebemo quanto são meus amigos e o quantominha vida depende de suas existências ….A alguns deles não procuro, basta-mesaber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguirem frente pela vida.
Mas, porque não os procuro comassiduidade, não posso lhes dizer oquanto gosto deles.Eles não iriam acreditar.Muitos deles estão lendo esta crônicae não sabem que estão incluídos nasagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sintaque os adoro, embora não declare enão os procure.E às vezes, quando os procuro,noto que eles não temnoção de como me são necessários,de como são indispensáveisao meu equilíbrio vital,porque eles fazem partedo mundo que eu, tremulamente,construí e se tornaram alicerces domeu encanto pela vida.
Se um deles morrer,eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam,eu rezo pela vida deles.E me envergonho,porque essa minha prece é,em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentossobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante delugares maravilhosos, cai-me algumalágrima por não estarem junto de mim,compartilhando daquele prazer …Se alguma coisa me consomee me envelhece é que aroda furiosa da vida não me permiteter sempre ao meu lado, morandocomigo, andando comigo,falando comigo, vivendo comigo,todos os meus amigos, e,principalmente os que só desconfiamou talvez nunca vão saberque são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

1 - Retire do texto, se houver, todas as preposições, contrações, combinações e locuções prepositivas.
ok? Não esqueçam de fazer o exercício!

Abraços, Carol!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Verso - Estrofe - Ritmo - Rima


- O poema é um texto feito em versos.

- VERSO é cada linha do poema.

- Um conjunto de versos chama-se ESTROFE.

- Uma linha em branco separa um estrofe da outra.

- Quando você canta uma melodia, certamente a canta num determinado ritmo.

- Um poema também tem RITMO, que lhe é dado pela alternância de sílabas átonas (fracas) e tônicas (fortes).

- As palavras dia e alegria possuem uma semelhaça, as terminações "ia". Por apresentarem sons semelhantes, dia e alegria rimam entre si. Essa igualdade ou semelhança de sons no final das palavras é chamado de RIMA.

- Não é obrigatório haver rimas em poemas. Quando um poema não apresenta rimas, seus versos são denominados BRANCOS ou SOLTOS.

- Além da sonoridade, um poema utiliza também outros recursos. Entre estes estão as imagens, recursos construído pelo emprego de palavras, expressões e frases em SENTIDO FIGURADO, isto é, em sentido diferente daquele do comum.

- Os poemas costumam apresentar palavras e expressões associadas aos sentidos: à visão, ao olfato, à audição, ao paladar ou ao tato.

- Um poeta tem plena liberdade no emprego da língua. Ele pode, por exemplo, segmentar as palavras, repeti-las, mudar a grafia para obter efeitos de sentido, empregar uma variedade não padrão, etc.